sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Desabafo 2

http://www.trekearth.com/gallery/Europe/Netherlands/photo444556.htm


Sou um anjo solitário...perdido por entre as estrelas...


Na vastidão deste mundo, procurei e não encontrei


Sem questão nem razão...


O sentimento é de que falhei...


Vasculhei entre as nuvens, pelos desertos e no rio que corre em mim


Passei pelo deserto em busca de meditação...


olhei o laranja da paisagem, o vermelho intenso, queria o calor do sol, o silêncio da areia sentido em cada grão.


Mas segui...


Parei a olhar o gelo e este tomou conta do meu ser...


o branco luzidio, a paz do nada,


o querer e não poder.


A dor que me infligem transcende-me!


Qual saco de boxe, dói em cada estalada...


Ainda tentei olhar em volta, disfarçar, não pensar.


Olhei o céu depois da euforia...queria mais,


não teria de pensar anestesiada com a música.


Não consegui.


Confrontada com o dilúvio percebi que o melhor era desabafar.


Parar. Há-de passar...


Será sempre assim, perguntei eu?


Como se a resposta fosse universal...


Tudo acontece por uma razão, mas essa razão parece estar mal...


Olhando em volta fico sem perceber a lógica


Olhando para trás, não consegui a magia


Olhando para a frente, na vastidão do incerto sinto o aperto tristonho...


Não são necessárias palavras,


É mais forte o sentido apurado interior, que não engana não


Que diz, segue em frente mas toma atenção!


Será que consigo olhar o céu sem ver as nuvens de trovoada?


Eu sei que cada passo faz parte de uma caminhada,


percorrido num espaço que, por mais mapeado, estudado, analisado,


consegue, num qualquer malabarismo universal,


traduzir-se na questão – é em falso ou não?


Com o desabafo...sentido, conseguido, expresso nestas linhas sei que,


quanto mais se procura menos se encontra.


Não tenho mapa, nem quero procurar.


Sou um anjo solitário, perdido por entre as estrelas...


Sentada no meu mundo, deixo-me estar.


Não quero mais...


Não me apetece -,


palavra em gozo que serve como conjunto de punhais


Deixa...é o jogo da vida [mas não se esquece].


Não quero mais...


Não me apetece!


*Cláudia*

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Muse em Concerto

Pensem em Coliseu...agora esqueçam o Coliseu...temos Campo Pequeno ao rubro!! O dobro do Coliseu mas quase com o mesmo espírito!

Com os bilhetes quase esgotados, as opções na altura não eram muitas e comprei bancada. Lá estava eu...sentada...à espera mesmo ao lado do palco. Olhei em volta e foi estranho ver as pessoas sentadas...e eu em êxtase, que saudades da plateiaaaaaa!lol Algo que me fez muita confusão, concertos não é para se ver sentado. Será escusado dizer que não estive sentada durante o concerto!! :)

Mas...Não tenho palavras!! ADOREI, do princípio ao fim...arrepiada em todas as canções, a vibrar com o público, aquela energia contagiante que adoro, que nos acorda todo o corpo e nos faz querer saltar, cantar e sentir livres!!

Soube a pouco, passou tão rápido! Venha o próximo! Estarei à espera!:)

sábado, 21 de outubro de 2006

Branco...

imagens que valem mais que mil palavras...há definições que falam melhor que nós...

* coração

de *coraco < Lat. cor

s. m.,

órgão muscular, agente principal da circulação do sangue;

a parte externa esquerda do peito, onde se sentem as pancadas do coração;

fig.,

afeição, amor, complexo de faculdades afectivas;

generosidade;

ânimo, coragem;

memória;

carácter, índole;

sentimento moral;

centro.

- de oiro: pessoa de grande sensibilidade;

confranger-se o -: afligir-se;

cair o - aos pés: apanhar um grande susto; ficar muito desiludido ou desenganado com uma notícia;

falar com o - nas mãos: ser franco;

fazer das tripas -: conformar-se;

falar ao -: comover, sensibilizar;

abrir o - a (alguém): revelar os sentimentos íntimos com lealdade.

* sensível

do Lat. sensibile

adj. 2 gén.,

que tem sensibilidade;

que tem sentidos;

que recebe facilmente as impressões ou sensações externas;

perceptível;

impressionável;

fig.,

compassivo;

doloroso;

pungente;

* dor

do Lat. dolore

s. f.,

sofrimento físico ou moral;

mágoa, aflição;

pesar;

dó;

condolência, piedade;

remorso;

* esperança

s. f.,

acto de esperar;

tendência do espírito para considerar como provável a realização do que se deseja;

a segunda das virtudes teologais;

o que se espera;

expectativa;

suposição;

probabilidade;


Eu ainda acredito na Primavera...


domingo, 15 de outubro de 2006

Porque hoje me apeteceu escrever...



Porque hoje apeteceu-me escrever...porque foi um momento que me fez escrever...

O dia foi curto.

Acordar tarde, aproveitar o resto do dia para ver uns filmes e comer bolinhos com a amiga. Mas, ao ir para casa, e olhar para aquele céu bastante cinzento com um toque de laranja das luzes da cidade e sentir a chuva cair de mansinho fez-me sorrir...porque o momento era perfeito. Porque eu estava em sintonia com o mundo...

A noite está bastante calma...é possível ouvir o simples gesto das árvores a balancear os seus ramos, e o vento ajuda criando uma bela melodia. Isto não é escrever por escrever, é um daqueles momentos em que tudo faz sentido...é a poesia da natureza que se manifesta nos poucos momentos em que nós não fazemos barulho. Aquele barulho que ensurdece toda a gente, que nos remete para longe do que é realmente importante...o nosso Ser.


A noite está de chuva miudinha que cai timidamente em pequenas gotas que metaforicamente poderia considerar uma limpeza à alma...foi isso que senti. Soube bem. E eu detesto chuva! Gosto da chuva quando estou em frente à lareira, a ouvir chover, a ver o céu iluminado pelos relâmpagos, a ver a força da natureza no seu espectáculo grandioso. Mas hoje...fez-me sorrir...foi um carinho...parece ridículo não é?! Mas enquanto caminhava pensei – “ficava aqui, sentada neste banco de jardim molhado, a sentir o vento que passa por mim ao de leve e me embala no meu caminho...o silêncio tem a sua música e o vento faz cantar as árvores num momento perfeito...”.

Porque será que não nos deixamos envolver mais vezes por estes momentos, ou porque será que os deixamos passar despercebidos? Às vezes é preciso tão pouco para nos sentirmos felizes...será assim tão difícil permitirmo-nos sentir, perceber o que isso significa para além do verbo?


«Poesia do Coração


A inteligência da cabeça não é inteligência nenhuma; é conhecimento. A inteligência do coração é a inteligência, a única inteligência que existe. (...)

A inteligência do coração cria poesia na sua vida, dá dança aos seus passos, faz da sua vida uma alegria, uma celebração, uma festividade, um riso. Dá-lhe sentido de humor. Torna-o capaz de amar, de partilhar. Essa é a verdadeira vida. A vida que é vivida com a cabeça é uma vida mecânica. Você torna-se num robô. (...)

A vida é do coração. A vida só pode crescer através do coração. É no solo do coração que cresce o amor, que cresce a vida, que cresce o espírito. (...)

Olhe à sua volta! As vidas das pessoas estão absolutamente envenenadas, envenenadas pela cabeça. Elas não conseguem sentir, já não são sensíveis, nada as entusiasma. O Sol levanta-se, mas nada amanhece nelas; elas olham para o Sol de olhos vazios. O céu fica cheio de estrelas – a maravilha, o mistério! -, mas nada se agita nos seus corações, não surge nenhuma canção. Os pássaros cantam – o homem esqueceu-se de cantar. As nuvens aparecem no céu e os pavões dançam e o homem não sabe dançar. Ele tornou-se um aleijado. As árvores florescem – e o homem pensa, nunca sente, e sem sentir não há floração possível. (...)

A inteligência real é a do coração. Não é intelectual, é emocional. Não é como pensar, é como sentir. Não é lógica, é amor.» - Por Osho

domingo, 3 de setembro de 2006

As 7 Antigas e Novas Maravilhas do Mundo: Fazer História!

As 7 Maravilhas do Mundo Antigo

As 7 Maravilhas do Mundo Antigo são as mais belas e majestosas obras artísticas e arquitetónicas erguidas durante a Antiguidade Clássica. Foram todas construídas pelo homem, e foram seleccionadas por Philon de Bizâncio em 200 d.C. Actualmente, somente as Pirâmides de Gizé, no Egipto, é que restam da Antiguidade. A selecção de maravilhas de Philon foi, essencialmente, um guia de viagem para os Atenienses, e todos os maravilhosos locais estavam situados junto à bacia do Mediterrâneo, o Mundo conhecido de então.
Os monumentos ecolhidos para a prosperidade, foram:
1- Pirâmides de Gizé
As três pirâmides de Gizé, Keóps, Quéfren e Miquerinos, foram construídas como túmulos reais para os reis Kufu (Keóps), Quéfren, e Menkaure (pai, filho e neto), que dão nome às pirâmides. A primeira delas, Keóps, foi construída há mais de 4.500 anos, por volta do ano 2550 a.C., chamada de Grande Pirâmide, a majestosa construção de 147 metros de altura foi a maior construção feita pelo homem durante mais de quatro mil anos.

2- Jardins Suspensos da Babilónia
Os Jardins Suspensos da Babilónia são as maravilhas menos conhecidas. Até hoje encontram-se poucos relatos, e não foi encontrado algum sítio arqueológico com qualquer vestígio do momumento. Foram construídos pelo rei Nabucodonosor ou Semirisno século VI a.C. O monumento foi construído com seis montes de terra artificiais, terraços arborizados apoiados em colunas de 25 a 100 M de altura na antiga Babilónia, onde vivia. Foram destruídos no mesmo período da destruição do templo.
3- Estátua de Zeus
A estátua de Zeus foi construída em Olímpia no século V a.C. por Fídias em homenagem ao deus grego Zeus. A estátua, construída em ouro e marfim, e decorada com pedras preciosas, possuía 12m de altura. Após 800 anos foi levada para Constantinopla (hoje Istambul), onde se acredita ter sido destruída em 462 d.C. por um incêndio.
4- Templo de Artémis
O templo de Artémis, construído para a deusa grega da caça e protetora dos animais selvagens, foi o maior templo do mundo antigo. Localizado em Éfeso, actual Turquia, o templo foi construído em 550 a.C. pelo arquitecto cretense Quersifrão e pelo seu filho, Metagenes.


5- Mausoléu de Halicarnasso
O mausoléu de Halicarnasso foi o suntuoso túmulo que a rainha Artemísia mandou construir sobre os restos mortais de seu irmão e marido, o rei Mausolo, em 353 a.C. Foi construído por quatro arquitectos gregos – Briáxis, Escopas, Leocarés e Timóteo.

6- Colosso de Rodes
O Colosso de Rodes era uma gigantesca estátua de Hélios colocada na entrada marítima da ilha grega de Rodes. Foi finalizada em 280 a.C. pelo escultor Carés, da cidade rodiana de Lindos. Tendo 30 metros de altura e setenta toneladas de bronze, de modo que qualquer barco que entrasse na ilha passaria entre suas pernas, que possuía um pé em cada margem do canal que levava ao porto. Na sua mão direita havia um farol que guiava as embarcações à noite. Era tão imponente que um homem de estatura normal não conseguia abraçar o polegar da divindade. Foi construída para comemorar a retirada das tropas macedónias que tentavam conquistar a ilha. O material utilizado para sua confecção foram armas abandonadas pelos macedónios no lugar. Apesar de imponente, ficou em pé durante apenas 55 anos, sendo abalada por um terremoto que a colocou no fundo da baía. Ptomoleu III ofereceu-se para a reconstruir, mas os habitantes da ilha recusaram por achar que haviam ofendido Hélios. E no fundo do mar ainda era tão impressionante que muitos viajaram para vê-la lá em baixo, onde foi esquecida até a chegada dos árabes, que a venderam como sucata.


7- Farol de Alexandria
O Farol de Alexandria foi construído a mando de Ptolomeu no ano 280 a.C. pelo arquitecto e engenheiro grego Sóstrato, de Cnido. Era uma torre de mármore situada na ilha de Faros, próxima ao porto de Alexandria, Egipto. Na torre ardia uma chama que, através de espelhos, iluminava à distância (tal foi a origem do termo farol). A luz refletida chegava a 50 km de distância, daí a grande fama e imponência daquele farol, daí que o fizeram entrar na lista das sete maravilhas do mundo antigo. À exceção das pirâmides de Gizé, foi a que mais tempo durou de entre as outras maravilhas do mundo, sendo destruída por um terremoto em 1375. As suas ruínas foram encontradas em 1994 por mergulhadores, o que depois foi confirmado por imagens de satélite.

As 7 Novas Maravilhas do Mundo
07.07.2007 - esta vai ser uma data memorável. E porquê? Bem, no dia 07 de Julho de 2007 serão anunciados, numa Gala transmitida a nível mundial e em directo de Lisboa, as 7 Novas Maravilhas do Mundo.
Acontece que das Antigas Maravilhas do Mundo apenas as Pirâmides de Gizé resistiram através do tempo. Então, em 2001 foi criada, pelo suiço Bernard Weber, a Fundação "New7Wonders", com a missão de proteger as heranças mundiais por todo o Mundo.
No final de 2005 a Fundação escolheu 21 de entre as 77 candidaturas a maravilhas. Os 21 monumentos nomeados são:
1- Acrópole de Atenas (450 – 330 a.C.) Atenas, Grécia
Construída no cume daquela que ficou conhecida como a "Colina Sagrada“ de Atenas, a finalidade da Acrópole seria irradiar poder e proteção para os seus cidadãos. O símbolo da Civilização e Democracia.

2- Alhambra (séc. XII) Granada, Espanha
Mohammed I, o primeiro rei dos Nazaris – uma das dinastias mouriscas de Granada – converteu um castelo do século IX em residência privada, dando origem ao que conhecemos hoje como a Alhambra. A estrutura, que ocupa uma área de 13 hectares, é conhecida pelos belíssimos afrescos e pelos pormenores do seu interior. O edifício constitui também um dos mais belos exemplos da arquitectura mourisca em todo o mundo, sendo uma das atracções turísticas mais visitadas na Europa.
Símbolo da Dignidade e Diálogo.

3- Angkor (séc. XII) Cambodja
Angkor é o monumento mais importante do império Khmer do sudeste da Ásia e o maior templo sagrado do mundo. Construído durante o reinado do rei Suryavarman no início do século XII, Angkor é famoso pela complexidade de detalhes e pela sua extraordinária beleza. Com fossos de água, muralhas concêntricas e a magnífica montanha onde se situa o templo localizada no centro, Angkor simboliza o cosmos hindu, com os oceanos em volta e com o monte Meru como centro do universo.
Símbolo de Beleza e Santidade.

4- Pirâmide em Chichén Itzá (anterior a 800 d.C.) Península de Yucatan, México
A pirâmide em Chichén Itzá (anterior a 800 d.C.), Península de Yucatan, México,Chichén Itzá, a mais famosa Cidade Templo Maia, funcionou como centro político e económico da civilização Maia. As várias estruturas – a pirâmide de Kukulkan, o Templo de Chac-Mool, a Praça das Mil Colunas, e o Campo de Jogos dos Prisioneiros – podem ainda hoje ser admiradas e são demonstrativas de um extraordinário compromisso para com a composição e espaço arquitectónico. A pirâmide foi o último e, sem qualquer dúvida, o mais grandioso de todos os templos da civilização Maia.
Símbolo de Culto e Conhecimento.

5- Cristo Redentor (1931) Rio de Janeiro, Brasil
Esta estátua de Jesus, com cerca de 38 metros de altura, situa-se no topo do morro do Corcovado com vista sobre o Rio de Janeiro. Projectada pelo brasileiro Heitor da Silva Costa e concebida pelo escultor francês Paul Landowski, é um dos monumentos mais conhecidos em todo o mundo. A estátua levou cinco anos a ser construída e foi inaugurada no dia 12 de Outubro de 1931. Tornou-se o símbolo da cidade e do afável povo brasileiro, que recebe quem os visita de braços abertos.
Símbolo de Hospitalidade e Abertura.

6- Coliseu de Roma (70 – 82 d.C.) Roma, Itália
Este grandioso anfiteatro foi construído no centro de Roma em honra aos legionários vitoriosos e para celebrar a glória do império romano. O seu design conceitual mantém a actualidade até aos nossos dias, uma vez que, passados cerca de 2000 anos, praticamente todos os modernos estádios desportivos continuam a ter o cunho inconfundível do design original do Coliseu. É através do cinema e dos livros de história que hoje temos noção das lutas cruéis e dos jogos que tinham lugar nesta arena, para júbilo dos espectadores.
Símbolo de Júbilo e Sofrimento.

7- Estátuas da Ilha de Páscoa (séc. X - XVI) Ilha de Páscoa, Chile
Descoberta num domingo de Páscoa pelo explorador holandês Jakob Roggeveen, este conjunto de esculturas de pedra com 25 metros de altura continua a intrigar historiadores e arqueólogos quanto à sua origem. Segundo se crê, uma comunidade de origem polinésia ter-se-á estabelecido aqui durante o século IV, dando início à invulgar tradição da escultura de grandes dimensões. Estas enormes figuras de pedra, conhecidas pelo nome de Moai, teriam sido erigidas entre os séculos X e XVI e desde então não param de fascinar o mundo inteiro dotando a ilha de uma atmosfera mítica.
Símbolos de Mistério e Espanto.

8- Torre Eiffel (1887 - 89) Paris, França
Criação do Gustave Eiffel, esta magnífica torre de aço tornou-se o símbolo não só de Paris, como de toda a França. A estrutura é não apenas um ponto de referência reconhecido em todo o mundo, mas talvez mesmo a obra arquitectónica mais conhecida do mundo ocidental. Foi, até à construção do Empire State Building, a estrutura mais alta feita pelo homem. A torre é visitada por seis milhões de pessoas todos os anos.
Símbolo de Desafio e Progresso.

9- The Great Wall of China (220 B.C and 1368 - 1644 A.D.) China
A Grande Muralha da China foi construída para ligar fortificações já existentes, criando um sistema de defesa unificado que impedisse as invasões do território chinês por tribos mongóis. É o maior monumento já construído pelo homem e o único visível do espaço (ao que consta afinal já não é bem assim...). Muitos milhares de pessoas pagaram a construção desta estrutura colossal com a própria vida.
Símbolo de Preserverança e Persistência.

10- Basílica de Santa Sofia (532 – 537 d.C.) Istambul, Turquia
Basílica de Santa Sofia foi construída durante o reinado do imperador Justiniano (532 – 537 d.C.), quando o império bizantino se encontrava no auge do seu poder e influência. A gigantesca cúpula, que constitui a sua característica arquitectónica mais marcante, tem desde então servido de modelo para a construção das mesquitas islâmicas. De facto, após a queda de Bizâncio, a Santa Sofia foi convertida em mesquita otomana. Actualmente o monumento é um museu que contempla tanto a religião cristã como a muçulmana.
Símbolo de Fé e Respeito.

11- Templo de Kiyomizu (749 – 1855) Quioto, Japão
Concebidos no ano de 794 d.C., os palácios e templos de Quioto foram as residências dos shoguns e dos imperadores do Japão durante mais de 1000 anos. O imperador japonês é entronizado no Palácio Imperial Gosho. Entre outros edifícios dignos de referência, encontram-se os complexos de templos de Higashi Honganjie Nishi Honganji, o Templo Kinkakuji com o “Pavilhão Dourado”, e o Templo de Kiyomizu , templo das “águas cristalinas”. São vários os monumentos de Quioto que foram destruídos e por várias vezes reconstruídos durante o curso da história, encontrando-se hoje entre os locais da Ásia classificados como Património Cultural da Humanidade
Símbolo de Claridade e Serenidade.

12- Kremlin e Praça Vermelha (1156 - 1850) Moscou, Rússia
Inicialmente construído para residência de Ivan I, o Kremlin foi a residência oficial dos Czares até à Revolução Russa de 1917. Actualmente, abriga o gabinete oficial do presidente russo. Em frente ao Kremlin, encontra-se a Praça Vermelha, uma praça imponente e exuberante que muitas pessoas associam às infames manifestações do primeiro de Maio. Perto da praça está localizada a Catedral de S. Basílio, construída na década de 1550 para comemorar a captura da fortaleza mongol de Kazan por Ivan, o Terrível.
Símbolo de Espírito e Simbolismo.

13- Machu Picchu (1460 - 1470) Machu Picchu, Peru
No século XV, o imperador inca Pachacutec edificou uma cidade nas nuvens, na montanha conhecida como Machu Picchu (“velha montanha”). Este extraordinário povoado está localizado no Planalto dos Andes, nas profundezas da floresta amazónica e acima do rio Urubamba. Abandonada pelos incas devido a um surto de varíola e após a derrota do Império Inca pelos espanhóis, a cidade foi considerada “perdida” durante mais de três séculos. Foi redescoberta por Hiram Bingham em 1911.
Símbolo de Comunidade e Dedicação.

14- Castelo de Neuschwanstein (1869 -1884) Füssen, Alemanha
O Castelo de Neuschwanstein foi construído numa altura em que os castelos e as fortalezas já não eram necessários do ponto de vista estratégico. Foi, antes, obra da fantasia pura e simples, uma bela composição romântica de torres e muralhas localizadas numa paisagem perfeita de montanhas e lagos. A combinação de vários estilos arquitectónicos e a riqueza de detalhes têm inspirado gerações tanto de crianças como de adultos.
Símbolo de Fantasia e Imaginação.

15- Petra (9 a.C. - 40 d.C.) Petra, Jordânia
Aretas IV (9 a.C. a 40 d.C.). Peritos no domínio da hidráulica, os nabateus dotaram a cidade de um enorme sistema de túneis e de câmaras de água. Um teatro, construído à imagem dos modelos greco-romanos, dispunha de capacidade para 4000 espectadores. Actualmente, os túmulos reais de Petra, para além da fachada de templo helénico, com 42 metros de altura, do mosteiro de El-Deir, constituem exemplos impressionantes da cultura do Médio Oriente.
Símbolo de Engenharia e Protecção.

16- Pirâmides de Gizé (2600 - 2500 a.C.), Egipto
As Pirâmides de Gizé, as mais antigas e únicas sobreviventes das Antigas Maravilhas do Mundo, são testemunho da perfeição na arte e no design nunca posteriormente alcançada. As pirâmides eram a mais pura das construções, e foram concebidas para a eternidade. Símbolo de Imortalidade e Eternidade.
17- Estátua da Liberdade (1886) Nova Iorque, E.U.A.
A Estátua da Liberdade foi um presente oferecido pelo governo francês aos Estados Unidos em honra dos ideais da liberdade e da independência. Constituiu um gesto antecipado de generosidade nacional. Esta enorme estátua tornou-se o símbolo da esperança e da liberdade para muitas centenas de milhões de pessoas que emigraram para os Estados Unidos durante o século XX em busca de uma nova vida em paz e com prosperidade.
Símbolo de Generosidade e Esperança.

18- Stonehenge (3000 a.C. - 1600 a.C.) Amesbury, Reino Unido
A construção de Stonehenge começou por volta do ano 3000 a.C. e foi concluída cerca de 1400 anos mais tarde. Pesando cada uma das pedras aproximadamente 50 toneladas, é considerada uma grande obra da engenharia. Embora não se saiba bem quem construiu o monumento, nem qual a sua finalidade, tem-se especulado que terá sido ou um templo dedicado ao culto de antigas divindades terrenas, um observatório astronómico ou ainda um local sagrado de cultos funerários.
Símbolo de Secretismo e Resistência.

19- Ópera de Sidney (1954 - 73) Sidney, Austrália
Quando o edifício da Ópera de Sidney ficou concluído em 1973, constituiu uma marca geográfica, na verdadeira acepção da palavra, que colocou todo o continente australiano no mapa mundial. Trata-se de uma construção que não corresponde ao que normalmente imaginamos que o edifício de uma ópera deve ser; é, na realidade, uma interpretação completamente abstrata. A capacidade de criar arte abstrata só se desenvolveu após a invenção da fotografia em finais do século XIX, altura em que os pintores começaram a experimentar interpretações cubistas da realidade..
Símbolo de Abstracção e Criatividade.

20- Taj Mahal (1630 d.C.) Agra, Índia
Esta imensa mausoléu foi construída por ordem do Xá Jahan, o quinto imperador mogul muçulmano, em memória da sua falecida e adorada esposa. Construído em mármore branco e rodeado de maravilhosos e elaborados jardins, o Taj Mahal é considerado uma das mais perfeitas jóias da arte muçulmana na Índia. O imperador acabou por ser preso e, segundo se conta, só conseguia então ver o Taj Mahal a partir da pequena janela da sua cela.
Símbolo de Amor e Paixão.

21- Tombouctou (séc. XII) Mali
No século XII, Tombouctou encontrava-se no trajecto das quatro mais importantes rotas de caravanas que abasteciam o mundo árabe e que atravessavam o Médio Oriente, chegando até Espanha. A acumulação de riqueza transformou-a, naquela altura, num dos mais ricos locais do mundo. Esta situação permitiu que aí se estabelecesse uma das primeiras universidades da história da humanidade, a famosa universidade islâmica, denominada Sankore alcorânica, na qual 20 000 estudantes estudavam direito, medicina, retórica, etc. Actualmente, subsiste em forma de mito, assemelhando-se assim a uma outra Antiga Maravilha, os Jardins Suspensos da Babilónia.
Símbolo de Inteligência e Misticismo.

Assim sendo, começou em Janeiro de 2006 um desafio mundial que decorrerá até 07 de Julho de 2007, em que se escolherão as 7 Novas Maravilhas do Mundo. Todos teremos oportunidade de fazer História, porque qualquer um pode votar e ainda recebem um certificado em pdf. Fixe não é?! Vão ao site http://www.new7wonders.com/index.php?id=315&L=3 (está em português também!) e votem...é uma oportunidade para Fazer História! :D

terça-feira, 29 de agosto de 2006

A Clonagem Humana



Este país à beira-mar plantado, paraíso de muitos séculos de história, Nação de aventureiros e poetas...a que chamamos de Portugal!
Todos nós já ouvimos falar de clonagem...todos conhecemos a ovelha Dolly. Todos temos, mais ou menos, uma ideia, uma opinião minimamente formada relativamente a isto. MAS...não se iludam, não venho falar cientificamente...pelo contrário, venho por este meio, escrever puramente no senso-comum. Todavia não é sobre este tipo de clonagem, mas sim sobre outro tipo de clonagem humana que, em Portugal tem surgido de rompante. Do qual poucos falam, mas que salta à vista de todos.
Somos um país de imensas qualidades, de imenso valor, de imensa história, de imensa cultura, mas...somos pequeninos.
Infelizmente, no meu ponto de vista, esta pequenez repercute-se muitas vezes na nossa maneira de pensar e agir. Muitas vezes somos considerado como um povo entre o depressivo e o deixa-andar, por cá existe de tudo. Não sei se dá vontade de chorar ou chorar a rir!
Lembro-me há uns anos, aquando do Big Brother, este concurso televisivo surgiu mencionado em livros escolares, tal era o fenómeno de audiências que, já que os portugueses pouco ou nada leêm, mais vale chamar a atenção dos alunos para o estudo através de algo que lhes chame a atenção (redundância propositada!). Isto, se bem me lembro, mais ou menos na mesma altura em que queriam retirar Camões do ensino...já agora podíamos introduzir a escritora Margarida Rebelo Pinto como objecto de estudo, sendo uma das mais conceituadas autoras, uma best-seller em Portugal, pouca ou nenhuma diferença fará que se autoplagie, certo?! Ahhhh esperem...há pouco referi Portugal como um país de muita cultura, pelo desculpa pelo sarcasmo então!
Continuando, e não querendo ofender ninguém, como é óbvio...Portugal, como todos nós sabemos, tem um grande incentivo à cultura. Tanto que o nosso orçamento para a Educação decresce anualmente, que se encerram escolas, que existem milhares de cursos que dão exactamente para Nada...tanto que se ouve há anos os debates sobre os downloads de músicas que prejudicam gravemente os compositores, grupos musicais ou os cantores...tanto que os livros estão cada vez mais caros, mas é com muita surpresa que se assiste aos números que remetem os portugueses para os que menos leêm. Mas será que alguém se lembrou que talvez o decréscimo anual de vendas de cd's e livros não se deva ao desinteresse geral, mas ao facto de a cultura estar cada vez mais cara?! E isso, não é culpa de Todos os portugueses, por certo!

Novamente...continuando...

O problema da nossa pequeneza passa pelo facto de, por exemplo, a nossa televisão [refiro-me aos 4 canais], na minha modesta opinião, regredir a olhos vistos. Temos uma estação privada que em nome do catolicismo começa a emitir para o povo português. No entanto, passados uns anos, exibe sim violência quase pornográfica que tem o seu interesse como é óbvio. Sobretudo para um povo que aparece na revista internacional Time por motivos de força maior ocorridos em Bragança...isto vem ajudar. Claro! Temos outro canal ainda que planta jardins por esse país fora, com flores belas que animam as crianças e quase as transformam em robôs programados para cantar todas as músicas, dançar todas as coreografias e fazer o bem como se vê na televisão. Mas continua por aí...porque não basta os pais não discernirem entre ficção e realidade há que dar espectáculos por esse país fora, nas terreolas que não vêm no mapa, mas que faz as crianças felizes. Claro...e isto nem é marketing do mais fraco possível!! Fazer lavagens cerebrais a crianças que mal sabem escrever mas que sabem cantar na perfeição (ahhh esperem...isto é suposto ser bom para o desenvolvimento certo?! Peço desculpa novamente!), e que se vestem iguais umas às outras!!! Repito...que se vestem iguais umas às outras...(é suposto ser normal?!!?)
É isto que eu chamo de verdadeira clonagem humana!
Para mim, isto é que é verdadeiramente preocupante! E que acontece com quase tudo que se torna moda em Portugal... seja com o Noddy (e no carnaval andava tudo vestido de igual, tanto pequenos como graúdos, parecia que tínhamos sido atacados por um virús qualquer...), seja Chantilly&Morangos, seja Belas&Flores...you name it!!
A verdade, na minha opinião, é que enquanto que nos países desenvolvidos se promove a cultura nas suas mais variadas formas: seja dança, arte, música, literatura..., a educação, os desportos (para além do futebol!)...
....nos países em vias de desenvolvimento, observamos uma cultura de massas caótica, desinteressada, igual. Não sei o que é pior...não ter cultura nenhuma, ou ter e ninguém querer saber dela para nada!!
O que mais me choca é que continuemos a nos conformar com este tipo de clonagem humana em detrimento do incentivo à originalidade, à criatividade, à forma mais elementar de ser ser humano que é ser ele mesmo e não igual a outro.

Estarei assim tão errada?!



quarta-feira, 23 de agosto de 2006

A Nossa Efemeridade

http://www.flybydan.com/acatalog/MAYFLIES1.jpg

«A efémera tem uma esperança de vida de apenas um dia. Mas será que isso a preocupa? Nem um bocadinho, porque ela preenche esse dia com as coisas que mais adora.
Se calhar, nós que vivemos tantos anos temos algo a aprender com isto.
Pense um segundo...se aproveitasse a vida como a efémera, já imaginou como seria?!
Viva o Momento...»1

Existem poucas coisas na vida que nos fazem parar e pensar...e respirar bem fundo...e meditar...e olhar em redor...e respirar bem fundo...e pensar... e respirar bem fundo...e mudar?!

Duas coisas possivelmente tão antagónicas quanto analógicas...a felicidade ou a tristeza.

A felicidade, transporta-nos por entre arco-íris reluzentes, cores que nos enchem a alma, que nos preenchem o coração... A felicidade pode transparecer num olhar, numa aura radiosa, num sorriso magnífico... A mesma felicidade que se consegue quando o sol nos acaricia a pele, ou quando vemos um pôr do sol... Quando recebemos uma surpresa, uma boa notícia... se reparássemos bem, a felicidade está ao virar da esquina. Esse sentimento de êxtase que arrebata e emerge de nós para o mundo, numa partilha total e contagiante que se propaga qual vírus misterioso e transparente, inocente e eficaz.

Por outro lado, a tristeza...vil e cruel, muitas vezes vista ao passar na rua, ao ver alguém com o olhar cabisbaixo, também anda por aí à solta. É esta que nos remete para a introspecção e meditação. Julgo mesmo que serão caminhos estranhos que o próprio Universo nos faz percorrer para compreendermos algo que, de outra forma, estando nós emersos em êxtase, deixamos passar...não olhamos os «sinais». Gosto disto. Gosto dos «sinais»...qual caminho antes trilhado que percorremos sem saber, com um mapa pré-traçado em busca de conhecimento previamente estabelecido num rumo que lixa o nosso diamante em bruto, numa busca de perfeição espiritual?!

É esta tristeza, tantas vezes experienciada, por tanta gente, que vai mudando o rumo do mundo...inspirando, expirando...depende do ponto de vista. Música, poemas, vidas...expostas a este sentimento, vivido ao máximo, expoente do eu mais interior, transposto em linhas que ficam para a prosperidade...

É este sentimento que nos remete para nós mesmos e para a nossa condição...de pequenos seres perdidos por entre milhares de milhões de estrelas num Universo infinito (ou não)...

Julgo que é a perda que mais nos faz meditar. Na minha [diria curta] vida, já passei por estas perdas...já vi muitos conhecidos, amigos, familiares... padecerem por coisas ridículas, seja acidentes de automóvel, de mota, doença, etc. não interessa. Jovens cuja vida foi ceifada tão cedo...e outra novamente esta semana...

E que me faz realmente pensar...

Nunca estaremos à espera...e na nossa juventude, esse pensamento de término (ou não...) raramente nos passa pela cabeça, possivelmente porque com a nossa idade sabemos que haverá sempre um novo dia amanhã... No entanto, quando algo assim nos arrebata caímos em nós. Percebemos a nossa própria efemeridade. E então, muitas vezes, das duas uma, ou vivemos ao máximo ou temos medo de viver...?!

O interessante e julgo que o mais importante encontra-se numa frase que me disseram: «o nosso corpo é como uma concha que aloja o nosso espírito. Que temos a obrigação de cuidar e nutrir para que este possa crescer...». Não vos faz algum sentido?! Temos uma responsabilidade para connosco próprios. Viver não significará (somente) a aventura ao máximo, o que levamos (possivelmente) desta vida é também um espírito nutrido, é isso que de mais valioso temos. Não será? Como o conseguimos...isso é mais difícil. Cada um tem que crer que a banalidade da vida não se resume a isso, à banalidade. Cada um tem que crer que crer é poder (não, não me enganei.). Cada um de nós tem que fazer essa tal introspecção, muitas vezes difícil, diariamente difícil, mas que no fundo também nos remete para uma evolução do próprio ser. Reflectir em nós é perceber o melhor e o pior que temos, e ninguém gosta de ervas daninhas na sua própria casa. Mas mudar é aquilo que para nós, seres humanos, também é mais difícil. Daí que, possivelmente, também tenhamos que aprender da pior forma. Muitas vezes só após cairmos nos conseguimos levantar, e com mais força...

Isto tudo porque... bem, realmente é difícil conceber a nossa delicadeza enquanto seres, a nossa pequenez, a nossa efemeridade no universo...e o facto de que temos tanto para fazer e aprender em tão pouco tempo. Devemos saborear ao máximo felicidade, vivê-la todos os dias, transmiti-la, acreditar nela, sonhar com ela! Pena é que muitas vezes sejamos obrigados a meditar na tristeza. Mais vale tirar uns pequenos minutos do nosso dia e aprender por nós mesmos... Afinal, para alguma coisa haveremos de andar por aqui...

Viver o momento...


1 - Anúncio da Vodafone. Para quem quiser ver mesmo o video por não se recordar pode clicar... http://www.youtube.com/watch?v=-jWOuIs5X6w

sábado, 19 de agosto de 2006

Bookcrossing



Nas férias todos temos (ou devíamos...) aqueles momentos de relaxamento em que, na praia, no campo, em casa, nos colocamos perante um livro para deixar fluir a imaginação, para nos actualizarmos à realidade, para romancearmos... os livros têm esse poder de nos levar para sítios longínquos, onde estamos nós e as letras, nós e nós mesmos...abstraídos do ruído que nos rodeia, da paisagem à nossa volta...
Foi também nas férias que me deparei com um artigo de algo que já tinha ouvido falar por alto... o Bookcrossing!
E o que é o Bookcrossing? «O Bookcrossing é um clube de livros global, que atravessa o tempo e o espaço. É um grupo de leitura que não conhece limites geográficos. Os seus membros gostam tanto de livros que não se importam de se separar deles, libertando-os, para que possam ser encontrados por outros.
O objectivo do Bookcrossing é transformar o mundo inteiro numa biblioteca.»
[http://www.bookcrossing-portugal.com/index.html]
Quando tive em Madrid, o Leigh, um australiano deu-me um livro que tinha acabado de ler...fiquei reticente, porque um livro é sempre uma coisa pessoal, nunca se sabe quando o podemos querer ler novamente...mas aceitei.
Ao deparar-me com este artigo relativo ao bookcrossing não pude deixar de relembrar aquele episódio. O bookcrossing será, então, quase como um caça ao tesouro global que envolve livros. Mas isto é tão importante quanto um real tesouro...largarmos por aí algo nosso que poderá regressar às nossas mãos ou não, ou pensar que poderá dar a volta ao mundo é fascinante! No site falam mesmo em destino! Curioso...e verdadeiro. Num determinado ponto da cidade, do país, do mundo...alguém poderá ler um livro que nos é querido, com o qual aprendemos algo e queremos partilhar, no qual fizemos algum tipo de comentário que poderá inspirar alguém...os livros têm esse poder! São eternos. As palavras, na sua efemeridade, ficam registadas, timbradas num pedaço de papel, que num determinado momento, num determinado ponto poderá fazer a diferença. Será, portanto, uma aventura a que os bookcrossers se propõem!
A quem tiver interesse aconselho:
Agora é só seguir a aventura...o destino...karma...o que lhe quiserem chamar. ;)
*Carpe Diem*

terça-feira, 1 de agosto de 2006

¡ B O A S * F É R I A S !

Não...não tem nada a ver com o Código daVinci! É apenas um bom presságio! Sim...se a Mona Lisa tem direito a usar os seus Prada por alguma razão é...deve estar de férias! Eu cá estou...e estou muito bem!!!

Há que aproveitar o sol que por aí anda, aproveitar finalmente a praia, os festivais de Verão, acampar por aí, e divertir muito é o que se quer! :)
Podia escrever um post filosófico porque o solinho até anima pa isso...podia escrever algo mais político porque os acontecimentos na cena internacional dos últimos tempos tentam a isso...mas... não me apetece! E peço desculpa pela preguicite aguda que me contagiou mas só penso em férias! Dia 3 ruma-se ao Alentejo...

... música...praia...sol...Verão...não fazer nada...comer mal...dormir pior...rir...memórias...recordações...
Por isso, nos próximos tempos não vou andar por aqui! Ainda assim, prometo desde já, que quando voltar, postarei coisas inteligentes, lúdicas, engraçadas e afins...há que pôr as baterias a funcionar...no entretanto vou carregá-las! lol
A quem por aqui passe...fiquem a saber que desejo a todos Tudo de Bom!! :)
Que tenham umas Excelentes Férias, que se divirtam!, que curtam a vida!, que sorriam muito!, que relaxem...Sejam Felizes!! :)

segunda-feira, 17 de julho de 2006

A place for my head in...Paradise



Palavras para quê? O sonho do comum dos mortais...
Muitas vezes imersos na nossa rotina diária, na loucura do dia-a-dia, esquecemos que este planeta tem os seus paraísos. Aquelas maravilhas da natureza que parecem ter sido criadas de uma forma muito especial...às quais esperamos que a mão humana não chegue na sua forma mais destrutiva.
Cremos que são sonhos, inalcançáveis, distantes...remetemo-los para os confins do pensamento para não nos sentirmos presos no destino que criamos...
Mas hoje...contemplei a praia enquanto o vento mudou e o frio veio. O mar ficou mais agitado e a praia ficou deserta...Então de um qualquer recanto da minha cabeça surgiu a ideia de um lugar como este...maravilhoso...algures perdido nos confins dos Oceanos...
Mas como será que contemplamos melhor o que nos cerca? Com a tempestade ou a bonança? Não terá a beleza do vento, do mar agitado igual valor à transparência de um mar, do azul do céu cercado do verde das palmeiras? Não será que, quer um local quer outro, encerram em si os mistérios do Universo que nos remetem para o nosso intimo num momento de contemplação e sentimento de pequenez?
Cada coisa tem a sua beleza...até os mais pequenos grãos de areia fazem sentido...tudo tem uma razão de ser...tudo é Uno?! Maravilhemo-nos, contagiemo-nos com as pequenas coisas...são elas que fazem a diferença...Carpe Diem! :)

sábado, 15 de julho de 2006

§ O Mito do Triângulo §



Conta o mito sobre a existência de um triângulo perigoso que, muitas vezes, dá azo a discussões sérias, incompreendidas ou sem sentido. O mito urbano refere ainda que, devido à sua complexidade, o triângulo [ou algum dos seus vértices] não deverá ser debatido em primeiras conversas. Pelo menos não com aquelas pessoas que não sabem ouvir, ou não querem compreender, ou porque o simples não-estar-à-vontade poderá não ajudar à expressão necessária que daí conduziria ao entendimento generalizado.

Todos nós já ouvimos falar deste mito. Verdade seja dita que já o discuti bastantes vezes, e muitas em primeiras conversas. Nesse sentido sou bastante intuitiva e se as pessoas me agradam, porque não haveremos de ser nós próprios e esquecer quaisquer estereótipos deixando, desta forma, a inteligência e verbalidade fluir na sua corrente máxima?! A troca de ideias é um caminho à sabedoria. Todos temos algo a aprender e a ensinar uns aos outros. Colocar alguém de lado pela sua aparência, por exemplo, poderá ser um dos erros crassos da nossa existência.

Mas voltando ao Mito do Triângulo.

Para mim, uma das coisas mais engraçadas é o facto de as conversas serem como as cerejas! Tal como quando pegamos numa surgem uma série delas agregadas, nas conversas também acontece o mesmo. O Triângulo parece-me que está um pouco associado a isto. Afinal que Triângulo é este?! Nada mais simples que o triângulo: Sexo - Política – Religião.
Este tema do “Triângulo” não surge por acaso.
A verdade é que nesta semana, mais precisamente na quinta-feira, cinco pessoas (que ao lerem isto, saberão quem são de certeza! lol eu estou incluída, obviamente!:p) começaram com um vértice do Triângulo – sexo (devido a algumas teorias machistas que ao contrário do que uns afirmam, ainda não estão cientificamente provadas! -desculpem mas não resisti! lolol) e, não se sabe muito bem como, fomos ter ao vértice da política porque este despoletou o tema principal que foi religião.

O engraçado é que o vértice mais importante da tarde foi mesmo religião, pelo simples facto de que, presentes, estava eu (cristã……….), uma agnóstica, uma protestante, e um filósofo…mais variado que isto não poderia ser. E foi uma conversa maravilhosa pois houve um entendimento geral (ainda que efusivo por vezes!lol), e tivemos a capacidade nos ouvir mutuamente. A curiosidade é que esta diversidade parte toda de uma mesma matriz!
As conclusões, poderão ser mais complicadas de alcançar.
[Atenção que o que a seguir se descreve não soa propriamente conclusões. Não se pretende alcançar algum tipo de dogma, mas exactamente o oposto. Ainda assim, o que poderei considerar de pontos principais serão colocados no plural para não dar a entender quem disse o quê, porque quem disse o quê, sabe aquilo que disse (lolololol). Assim se alguém tiver alguma dúvida sobre o que quer que seja, ou queira saber a minha opinião exacta, terá de me perguntar exactamente, porque a complexidade do tema exige muito mais que um ecrã!]. Discussão de alguns pontos principais:

- principais diferenças entre algumas religiões, nomeadamente o Protestantismo vs Católicos vs Muçulmanos, com alguns exemplos práticos e exemplificativos desde as Invasões e o tratamento dado, desde sempre, pelo poder clerical; a Inquisição, etc.

- instrumentalização da religião pelo poder político. Algo que está presente nos mais diversos registos históricos e que, todos nós, enquanto seres que buscam algo mais do que aquilo que simplesmente nos querem fazer crer, deviam também procurar descobrir. A religião não deve ser sinónimo de enculturamento mas sim de uma descoberta que vai ao encontro daquilo que realmente somos. Podemos mesmo pôr de parte a religião em si, para procurar em cada uma os ensinamentos que nos poderão tornar mais humanos, seres que em evolução procuram o melhor para o seu estado de plenitude e conhecimento. Somos seres, alegadamente, com livre arbítrio, pelo que as escolhas devem ser nossas. Isto implica conhecimento. Implica crítica e auto-crítica. Implica questionamento e não aceitação per si! E é sobretudo esta crítica que mais custa e mais puxa por todos nós, o que leva muitas vezes ao comodismo e aceitação que, por vezes, sabemos no nosso intimo que não faz sentido algum!;

- discriminação religiosa em Portugal. Sendo que isto todos concordámos e ficámos chocados pelo facto, por ex., de não serem concedidos benefícios fiscais a quem, ainda que se casando pelo registo civil, não tenha direito a estes por não ser Católico. Aqui inserimos o tema da política considerando que Portugal, sendo um Estado laico (lolololololololololololololololololol…desculpem, mas há coisas que têm piada!), fazer uma tão clara discriminação na “prática” quando na “teoria” a Justiça sendo cega deveria ser imparcial. PONTO!

- : para uns uma questão de lógica; para outros um sentimento que se vive e pratica diariamente; para outros algo que se sente;

- Igreja Católica. Necessita rapidamente de um ponto de viragem. Havendo noção da importância social global que tem, deveria ser ela própria mais aberta relativamente a determinados temas. Neste ponto de viragem podemos também incluir questões actuais como o celibato, preservativos, Descriminalização do aborto, participação da mulher na Igreja, ETC!….;

- fica muito por dizer…
Bottom line is…que foi uma boa conversa!!!
Longa, espiritual, séria, divertida, chocante…interessante! Trocámos pontos de vista tão diversos (Johnny boy, ainda temos que aprofundar as tuas teorias, eu sei!lol)! É bom saber que mesmo por diversos caminhos, visões tão diferentes, a sintonia (senti eu…) é um pouco a mesma…a onda é positiva! Visto que foi no âmbito de trabalho que agora já acabou, e que agora uns andam perdidos pela Ilha de Tavira, que a nossa menina pequenina foi para a Rússia, que a nossa Principesca anda a passear com o seu Cavaleiro Andante…importa relembrar os restantes que não estiveram na conversa…

O importante…o que quero que todos saibam…é que amei todas as nossas conversas! Todas as discussões…todo o entusiasmo que tivemos…todas as teorias machistas de morrer a rir (lol) que ouvi…todas as conversas sérias…todas as viagens malucas por Lisboa, por Vila de Rei…as poses…os banhos…as cascatas…o Mokambo pela manhã…o vegetarianismo à noite…os banhos na barragem…os jogos, post-it e palhaçadas…todo o nosso esforço de pontas de lança…todas as risotas, e todas aquelas lágrimas da despedida… estão no meu coração! A todos nós…MUITA E BOA SORTE!!! Venha o que vier e que venha por bem! Sejam FELIZES!!! Curtam as Férias! Aproveitem ao máximo!!! E proximamente haverá mais um(ns) jantar(es) para divertir e mais tarde recordar!!

Para sempre…Mensageiros Optimistos! ! ! :)