quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Sonho de Uma Noite de Verão!

Numa noite em que o vento soprava frio, vi um Sonho. Um Sonho com Fadas e Duendes. Um Sonho com Amor e Magia, e um Final Feliz.

Quem não gosta de finais felizes?!

Um Sonho bem encenado, de uma estética simples, criativa e envolvente. Uma música eficaz ao fundo que acompanha todos os actos, que ajuda os actores a tornar a sua voz ainda mais vibrante!

Uma Noite de Verão com adereços coloridos, de um mundo imaginário que tornaram contemporâneo e nos transporta por Atenas e uma floresta.

Sobretudo, é um Sonho de Uma Noite de Verão que, de tão cómica chega a fazer doer a barriga!

Por isso aconselho! Aconselho ViVaMeNtE que passem pelo Teatro D. Maria II, e comprem bilhetes por 10€ para que, no Palácio da Independência, mesmo ao lado, possam desfrutar, até dia 16 de Agosto (3ª a Sábado), pelas 22h, de uma adaptação fantástica de "Midsummer Night's Dream" de William Shakespeare.

Divirtam-se!!! =)

Parabéns!!!

..porque o blog já conta com 100 Utopias...
Fabulástico!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O Estado da Nação IV

A cada quatro anos. Um país. Um Mundo. O acontecimento do ano. Uma união em torno do desporto para “construir a paz e um mundo melhor, educando a juventude através do desporto praticado sem discriminação de qualquer género e no espírito olímpico, o qual requer um entendimento mútuo, um espírito de amizade, solidariedade e jogo justo”. Assim disse Pierre de Coubertin, na carta Olímpica.

Os Jogos Olímpicos são o melhor conjunto de desportos na terra, numa competição pela Glória, numa rivalidade ‘saudável’, num sonho comum – a participação e a vitória.

Mas como em tudo, haverá sempre uns melhores que outros. A aposta ganha dependerá sempre de uma multiplicidade de factores, muitas vezes alheios aos próprios atletas. Desde a comida ao tempo que se faz sentir, algo poderá afectar o desempenho dos melhores.

Em Portugal, a muito custo, depositámos fé naqueles que levaram o cachecol da Nação ao pescoço e ergueram a bandeira com um sorriso nos lábios para o mundo apreciar o nosso valor.

O nosso… A nossa esperança, a nossa fé e os nossos pensamentos positivos!

Será?

Por muito que me custe acreditar, há na nossa mentalidade algo que não se coaduna com os nossos séculos de História a viajar pelo Mundo. E penso que pouco vamos apreendendo e muito temos que mudar.

Ouço e leio a desilusão que se faz sentir devido ao facto de que alguns atletas terem sido afastados [judocas] para lugares que não os cimeiros, esperados. E que haverá uma pressão maior sobre outras modalidades, para compensar… a esperança. [?!?!]

Desilusão? A imprensa escreve-o. O porquê, não se sabe. Como poderemos ficar nós, portugueses, desiludidos com quem tão bem nos representa? Em tenra idade, com tanto esforço e sacrifício e a troco de umas poucas migalhas? São estes desportos, que são relegados para segundos, terceiros e nonos planos. Aqueles a quem se lhes exige, sem se lhes dar. O sangue, suor e lágrimas, não se paga com milhões de euros na conta ao final do ano. Nem sequer têm o apoio monetário, nem o oficial prestado pelo Governo.

Aqui ganha o Futebol. Só assim se explica que as altas patentes estejam em Europeus e Mundiais de Futebol, e nos Jogos Olímpicos, representação máxima de uma Nação [que leva representação do que os mero vinte e poucos jogadores], e nem o Primeiro-Ministro, nem o PR estiveram presentes. Férias a quanto obrigas…e a ausência nem se deveu, claro!, a uma [clara!] Manifestação a favor dos Direitos Humanos esquecidos [a isto voltarei num outro post…].

Afinal, quem desilude não são os atletas que estão a dar o seu melhor, e que o seu melhor deram para lá chegar. Afinal quem desilude somos nós, portugueses, que desacreditamos em público os nossos atletas, que não os apoiamos mesmo quando vão ao fundo, que não os levantamos e lhe damos melhores perspectivas para um futuro de medalhas.

Em vez do Orgulho, escrevem desilusão… Que tristes! Que pequeninos que somos… A esperança e o orgulho é sempre de todos, se for para ganhar. Se for para perder, a derrota e desilusão é sempre dos atletas… !?! Continuamos a pensar nos que ganharam sem ajudar os que os que poderão vencer…

Só há uma boa notícia no meio de tudo isto. Os Jogos Olímpicos destronam o Futebol na imprensa. Em vez de um caderno dedicado ao futebol, já só temos três ou quatro páginas. Há quem faça melhor ainda – o Diário de Noticias, cria uma secção de ‘Desporto’ para o futebol e outra ‘Sport’ para os JO.

Que paciência…

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Verão...

De manhã sinto o cheiro a marezia, a protector solar. Vejo as pessoas de roupa leve, chinelos, chapéu de sol e toalha de praia.
O meu Verão?... Esta música, porque não?!
Porque sim.
Porque 'sabe' a Verão.
Porque gosto!=)
'Open up your plans and damn you're free!'=)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

O 'estado' da Nação III

Algo de estranho se passa aqui no País das Maravilhas.

Por vezes sinto-me como uma Alice que comeu cogumelos alucinogénicos! Entre sonho ou pesadelo, tendo para o pesadelo. Uma Quinta e uma Fonte. Tiros. Comunidades.

O conceito de Justiça, aliás como previsto no Princípio da Igualdade - Artigo 13º, da Constituição da República Portuguesa, refere no seu ponto 1 que “Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei”.

No ponto 2 lê-se – Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.”

Ser cidadão implica direitos e deveres. E parto, igualmente, do principio que somos todos Iguais perante a Lei. Que esta existe para cumprir e que existe uma Justiça de olhos vendados para não fazer qualquer tipo de distinções.

Julgo que a integração é algo que não se faz apenas com decretos-lei se não existir vontade da parte dos que se devem integrar. Um exemplo, as ‘comunidades’ de imigrantes de leste que vêm para ter trabalho, melhores condições de vida que não encontram nos seus países. Falam um português perfeito (ou quase), tentam (na medida do possível) integrar-se neste e com este país. Fazem (ou tentam) uma vida 'normal' [havendo claros casos de insucesso, como em tudo...]. Muitos com qualificações excessivas para os míseros trabalhos que se submetem fazer (e cujas validações de qualificações custam os olhos da cara!)!

Mas na dita não-distinção faço uma distinção. Os últimos dias em todo o lado se menciona ‘comunidades’ rivais geram luta entre si. No entanto, estas ‘comunidades’ que se fala, se não estou em erro, são já portugueses. Então questiono por que se fala em ‘comunidades’ e não em portugueses. Questiono a razão pela qual não vejo o mínimo de interesse em ‘integração’, mas em rejeição da dita sociedade e valores da mesma.

O Estado serve para proteger os seus cidadãos (falhou! deveria ter estado atento e evitado aquele circo!), para ajudar ao nível económico e social (com melhores ou menores condições foram cedidas casas para habitação) e pelo que tenho depreendido apenas quatro famílias necessitarão de uma outra casa devido aos vandalismos (assim sendo, quem são os arguidos?!).

Então que raio estão não sei quantas famílias a fazer em frente à Câmara de Loures?

… Que eu saiba só é coitadinho quem se faz passar por coitadinho!...

Vão-me desculpar mas, no meu entender, não se pode admitir que, sendo facultadas condições, se façam exigências desta natureza! Que se ameace a administração interna com manifestações se não foram cedidas novas casas?! Alguém me corrija e me indique a luz… e me diga o que têm feito para além de pedir?!...

Por amor ao País das Maravilhas, deixem-se de cogumelos!!!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Arte!


Olivia Palito (@ Museu Efémero)

Arte.

O que é Arte? Existirá alguma definição? Algum consenso?

Nasce. Transforma-se. Evolui. Gosta-se. Admira-se. Odeia-se. Passa-se ao lado.

Arte tão diferente e variada. Tão distinta como peculiar. O mundo, vários mundos. Anseios. Alegrias. Medo. Fantasia. Imaginação. Criatividade. Do rolo à Digital. Da Escultura a Origami. De Canto Lírico a Hardcore. De Primeiros Rabiscos a Poesia. De Rabiscos a Televisão. De Preto e Branco a Internet. De Pinturas Rupestres a Graffiti. De Cartoons a Stencil. Arte.

Gosto de Arte(s)! Gosto. Gosto de Arte, dos Artistas. Gosto. Admiro!

Por 'graffiti' entendo (para mim!) uma obra realizada em rua (ou não) que, para além de manifestação de mensagem ou imagem provoca, num determinado espaço, uma explosão de cor. Aqui, incluo, 'obras de arte' que podemos ver um pouco por toda a cidade. Quem nunca olhou para os murais perto das Amoreiras. Quem nunca viu por aí faces, assinaturas, pensamentos, colocados em latas, transmitidos por micro-salpicos para uma qualquer parede? Quem nunca ouviu falar, mas que por certo conhece, a doçura de Maria Imaginário, por exemplo?!

(Fica um aviso, abomino os tags - 'assinaturas' (a preto, cores ou 'algo') - que considero vandanlismo, tal qual cães que urinam para marcar terreno!)

Gosto dos stencils espalhados por Lisboa. Gosto. Enchem espaços (muitas vezes já vandalizados...) com pormenores. Já pararam para os observar?

A Le Cool tinha, na sua edição de 17 Julho, publicidade ao Museu Efémero. Este despertou-me o interesse e, de facto, a arte aqui é efémera, pelo menos tanto quanto a emeferidade possa ser eterna.

Aqui vê-se o que pouca gente vê. Atenta-se nos pormenores mais em cima ou em baixo, atrás de algum caixote do lixo, nalguma portada...simplesmente algures, por aí perdidos. Dura o tempo que durar.

A Arte eterna ou efémera, arte!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Hoje é o Dia.

"Hoje é o dia."

É assim a publicidade da Nicola, com os seus "encontros perfeitos". E se não são perfeitos, são-no quase. E quem não os conhece? E quem nunca os viu e leu?
Ainda que não beba café, ou que raramente o faça, vou roubando os pacotinhos amarelos e castanhos que, com as suas frases, nos metem um sorriso na cara ou, porque não?!, nos dão que pensar.
Assim, aqui ficam alguns que gostei e que, ou no escritório ou em casa, lá vão colorindo espaços!

* "Um dia levo para casa um cão abandonado."

* " Um dia desato a cantar na rua."

* "Um dia faço uma tatuagem."

* "Um dia reúno os amigos para uma festa de arromba."

* "Um dia vou morar para a beira mar."

* "Um dia abro um negócio só meu."

* "Um dia ponho a mochila às costas e vou conhecer o mundo." [ =) ]

* "Um dia a minha vida vira um livro."

Considero-las todas. Concretizá-las-ia todas.

E vocês?

O que farão um dia? =)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

O 'estado' da Nação II

Imagem Aqui

Ainda que o assunto possa estar desactualizado, não posso deixar de lhe fazer uma referência.


Verdade seja dita que Sócrates, no debate na AR sobre o ‘estado da Nação’, esteve particularmente bem. E vai continuar bem.


Acrescento, e cito - “(…) Perante esta direita arrogante mas sem orgulho, oca e desorientada porque vê cada vez mais distante o que considera seu direito divino: o poder - Sócrates poderá continuar a encenação do melodrama barato configurado no "socialismo moderno." – diz Baptista-Bastos [in Diário de Notícias on-line, 16/07/08].


Não posso deixar de concordar. Tendo em conta que vivemos em democracia, espero sempre demasiado dela. No entanto, temos uma esquerda a roçar a loucura, um Governo que implementa de livre vontade (umas vezes bem, outras por unilateralismo imposto), e uma direita que anda em busca do Santo Graal (e ainda não foi desta que o encontrou!).


Se há coisa que me chateia particularmente é não se olhar para o país como um todo e com um longo-prazo que tem de ser definido. Para mim, é mau que se mudem de Governos e se mudem todas as políticas implementadas (ou não se dê continuação a outras só porque as cores mudam), os amigos mudam, as pastas mudam, os nomes mudam, porque muda tudo mas fica tudo na mesma ou pior.


Verdade seja dita que esperava mais do PSD, esperava que se criasse oposição, que se trouxesse ar fresco para um país em crise, para uma juventude desamparada e sem nenhum interesse para a política.


Que país criamos assim?


Ando entusiasmada com as eleições americanas. Obama trouxe uma nova energia, e um novo acreditar, e move o povo.


O nosso [povo], por cá, bem se queixa mas não se move. Para lado nenhum. Mas como podemos? Já experimentamos laranjas e apodreceram, as rosas murcharam e não há mais ‘nada’ nesta salada ‘à portuguesa’… Há desânimo? Pois há! Mas não deveriam ser estes mesmos políticos a tentar mudar o destino das coisas? A puxar pelos populares? A criar um novo ímpeto de mudança? A bem ou a mal, Sócrates vai falando, e por mais que não diga nada, tem confiança nele próprio que, a bem ou mal, o torna carismático. A Manuela Leite…Ainda [bem] que tivesse havido coragem (e Parabéns!) por se ter eleito uma mulher, foi para mim um erro crasso de análise. Quem não tem ‘força’ para elevar o punho e puxar pelo seu partido como terá força para puxar um país?


Branco mais branco não há…

sexta-feira, 11 de julho de 2008

O 'estado' da Nação I

A definição que para mim tenho de Jornalismo constrói-se no facto de fazer parte das ciências sociais e humanas e ainda que não seja uma ciência exacta não deixa de encerrar critérios de ética, imparcialidade e informação. Jornalismo e Informação estão intrinsecamente ligados. Logo, o jornalista terá, portanto, um dever – informar.

Vi no dicionário, só para tirar dúvidas, a definição de informar, e cito “facto ou acontecimento que é levado ao conhecimento de alguém ou de um público através de palavras, sons ou imagens”. Pareceu-me bem e lógico.

No entanto, um mundo interligado e interdependente através de relações económicas, sociais e políticas – a aldeia global – como denominaria Marshall McLuhan, tem hoje um sentido muito mais complexo. Acrescento que num mundo globalizado, com vista ao lucro, a imparcialidade ou mesmo a exactidão das notícias é relegada para segundo plano. E ainda, a informação chega a quem a procura e não a quem a vê todos os dias na televisão ou jornais.

O meu professor de Teoria das Relações Internacionais disse uma frase que nunca mais esqueci, e ao pensar nela cada vez que leio um jornal, olho para a televisão ou ouço rádio, não posso deixar de pensar o quão mal informadas ficam as pessoas após absorverem o actual jornalismo.

“Quem quer que eu acredite nisto, aqui, agora e porquê?”

Por um lado, as pessoas não estão preocupadas em receber informação. Com crises, casas para pagar, gasolina para meter no carro, comida para dar aos filhos, falta de emprego, etc., penso que o mergulhar na imprensa cor-de-rosa, na vida dos outros e no suposto glamour do Jet Set remete-os para o Fantástico que não Vivem…

Por outro lado, temos os jornalistas, jornais, e afins a terem que se remeter a este jogo, para fazer face aos lucros. E estamos num ciclo vicioso.

Uma premissa mais se me permitem. Com a política actual que se faz, com a crise que se vive ou com a guerra fria que aí vem, não convém que as pessoas saibam tudo [ou mesmo alguma coisa...] sobre o que no mundo se passa. Não convém à política que os meios de comunicação exerçam o seu papel. Nem lhes é permitido quando estão intrinsecamente ligados à política [lembro-me por exemplo do que aconteceu com as presidenciais americanas ou mesmo a pressão exercida, em Portugal, actualmente, sobre os media].

Dai que tenhamos constantemente que pensar na frase acima citada, para nos lembrarmos que viver na ignorância não é o caminho. Assim, acreditar em tudo o que os jornais escrevem, ou os jornalistas falam pode muito bem contribuir para a implementação de práticas lobísticas ou mesmo, e talvez mais grave, para a diminuição do nosso cérebro!

Permitam-me mencionar alguns casos que me deixaram perplexa:

- o Metro hoje congratulava-se por ser líder nas leituras diárias. O que estranhei realmente foi o Meia Hora é o que menos se lê. E dei por mim a pensar que, na minha opinião, dos jornais gratuitos é mesmo o melhor. Das duas uma, ou não está disponível em muitos locais, ou dá demasiado trabalho ler Informação.

- o Público on-line de dia 8 de Julho anunciava os novos locais que passam a ser Património da Humanidade via UNESCO…o único problema é que trocaram as informações todas [leiam os comentários por favor!], e curiosamente a noticia deve ter chegado por cegonha porque nem autor tem…

- ontem ainda tentei ver o telejornal da SIC, qual não é o meu espanto que as notícias internacionais de relevo foram ditas tão depressa que mais me fez lembrar os anúncios nas rádios de bancos a mencionarem as taxas que os clientes não devem ouvir…mas o melhor foi quando após esta correria se deu seguimento a mais de meia hora aos 'casamentos e divórcios milionários'. Obrigada…

Terminando, e pedindo desculpa pela alarvidade de texto debitado, permitam-me ainda agradecer: aos jornais e jornaizinhos que hoje se fazem em Portugal, à Informação desinformada, aos conteúdos sem cara, ao avestruzianismo cor-de-rosa, por formar e desenformar aquilo que é o país em último no ranking europeu.

O que vale é que o mundo é demasiado grande para alguns de modo que se pode afogar mágoas nas poucas notícias de outros países em desgraça, para nos lembrarmos que amanhã é outro dia, que se pode seguir em frente e dizer mal de outra coisa porque há gente pior que nós.

Portugal dos Pequeninos…

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Tropa de Elite





Dezembro 2007 ..BOPE...era palavra de ordem...

Não sabia o que era, não fazia ideia. Ouvia falar. Ouvia que os brasileiros já tinham visto imensas vezes (ia em 15, última contagem). Sabem todas as deixas, cantam as músicas e levam todo o pessoal a descobrir este Brasil escondido tantas vezes descoberto, muitas vezes ignorado, mas sempre amado.

A música transporta-me. Nostalgia pura e dura. Nada mais que Índia. Não há cá Brasil. Há ruas de Delhi, viagem para Mumbai, chegada a Goa...e a música continua aos altos berros nas colunas que o Daniel coloca no telemóvel. =)


O filme...Goa e Brasil. Depois de uma noite de comes e bebes os meus muy queridos brasileirinhos convidam-me para com eles ver o 'famoso' filme (e o Walter ia para o seu 19º visionamento!). Lá nos juntamos todos em frente ao computador num pequeno colchão num terraço (aquilo a que chamámos 'quarto' lol) em Anjuna Beach (Goa - Índia). Colunas em volume alto. Ligadas as legendas em português (sim porque o calão é cerrado...) lá começou a aventura.


Gostei! Sobretudo da explicação e informação priveligiada que ia recebendo. Gostei das risadas cada vez que acertavam nas deixas dos 'palavrões', quando sabiam a próxima acção, o nome do protagonista, os acessórios que ia usar ou quando usavam do seu 'conhecimento prévio' para me preparar para o 'pior'![um bocadito violento,pronto!lol), gostei da realização de José Padilha, gostei da história contada crua e simplesmente, relatos de uma situação real. Solução? Dificil. Muito mesmo!

Gostei que o filme continuasse a ser visto vezes e vezes sem conta em Jaipur, qual legado BOPEano... =)

O que vos digo, é que vale a pena!

Todos ao cinema!=)

domingo, 6 de julho de 2008

Nneka...




"And now the world is asleep", mas os olhos começam a abrir para a Descoberta de uma nova Estrela neste Universo de Constelações Musicais. Nneka de seu nome. Nigeriana. Com um som entre o Hip Hop/Soul/Reggae, pode muito bem tornar-se uma nova Lauryn Hill.
Com dois albúns editados, "Victim of Truth" e "No Longer at Ease", é este último que tem chamado mais a atenção, talvez devido à fraca publicidade do primeiro.
Boas Notícias? Segundo o Blitz, Nneka vai estar presente no Sudoeste 2008.
Eu cá recomendo que se ouça "Heartbeat".
A Energia desta Música é contangiante e para ser ouvida em volume ALTO!!! =D

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Muse...

... Put it the loudest!

Um cigarro...

Se pudesse dizer tudo o que penso
Sem mentir sobre o que sinto
Se pudesse ter tudo o que quero
Sem pensar em ter zero
Se me pudesse sentar no alto
e fumar um cigarro na Lua
Se pudesse estar só e a salvo
sem querer estar numa relação crua.
Mas eu somo e sigo, como pedras de um Castelo
Eu construo e erijo, basta pensar e sê-lo.
E amanhã é outro dia
e amanhã sinto diferente
e amanhã busco de novo
e amanhã sonho novamente,
Porque sei que o mundo não é muito grande
Que o mundo é mais do que nós
E tenho o silêncio como música,
assim nunca estamos sós.
Então acendo, o
lho e medito no fumo de um cigarro
que não fumo mas sinto
nas entrelinhas de um pensamento,
que veio e vai,
que vem e sai,
E na respiração ilusória; olho e medito no fumo de um cigarro
Que pensei e apago.

domingo, 29 de junho de 2008

Mundo ao Contrário



Gostos não se discutem!

É uma verdade. No entanto, este fim-de-semana, houve algumas notícias que lá puseram a minha mente a girar.

É que eu nem sou velha, mas sinceramente esta nova geração assusta-me. Mesmo!

Dois temas: Tokyo Hotel – o fenómeno Andrógeno; Miss Bimbo – a Sociedade da Futilidade.

No meu tempo, isto não havia. Aliás, ainda sou do tempo em que se brincava com bonecas, em que se brincava na rua sem que os pais se preocupassem que, ao comer terra, fazer sopa com pedrinhas, ervas e lama, nós [crianças] pudéssemos morrer. Também sou do tempo de brincar com jogos educativos, com ‘O Sabichão’, com o ‘4 em Linha’, com o ‘Quem é Quem?‘, com a ‘Batalha Naval’, ou Puzzles, ou até mesmo a melhor invenção de sempre depois da ‘luz’ – o Super Mário para a Nintendo! Ahahahah

Mas como já dizia o poeta ‘Mudam-se os tempos, mudam-se as Vontades’. Para melhor?

As tecnologias são hoje um bem indispensável. A Internet tornou-se o veículo mais rápido do conhecimento, para o bem e para o mal, sendo um instrumento novo de Educação. As notícias voam, a informação existe nos mais variados campos, temos acesso a tudo em pouco tempo.

O brincar na rua, com piões, à macaca, saltar à corda, jogar futebol, andar de bicicleta é relegado para segundo plano. O grande ecrã [televisão] ou o pequeno ecrã [computador] dominam a vida da nossa juventude.

Este fim-de-semana, como referi, houve dois assuntos que me levaram a pensar “que cúmulo!”.

Primeiro, o concerto dos Tokyo Hotel. Vá-se lá perceber este fenómeno andrógeno! A coisa mais parecida com isto só Placebo [que me lembre assim de repente], mas verdade seja dita o Sr. Brian Molko já é bem crescidinho para saber o que é. Que o vocalista dos Tokyo Hotel seja uma figura a admirar por milhões de jovens [rapazes e raparigas], é que já não entendo!

Mas são gostos e estes não discuto.

No meu tempo gostava-se de Backstreet Boys. Lá que desse em loucura, tudo bem. Os meninos eram engraçadinhos. Nunca fui a um concerto deles, e não morri por causa disso. Mas há uma nova onda punk/gótica/qualquer coisa! Que os pais achem normal que se durma ao relento para assistir a um concerto com a suposta desculpa de que ‘estão na idade’, não acho normal! Que andem pintados e vestidos de preto, é normal? Uma nova moda? Eu cá tinha sido deserdada, no mínimo! LOL

Mas um outro exemplo, do preto para o rosa é a Miss Bimbo. A pseudo “Educação” dos 7 aos 17 começa com dinheiro e termina com a futilidade. As crianças juntam-se em grupos para criar aquilo que será a ‘mulher perfeita’? Por entre silicone, magreza e euros. Yupi…

Que fazemos nós para ajudar? Por entre Morangóides, Telejornais da treta, telenovelas e facilitismo educacional, vejo muito pouco para se educar…

Que geração é esta? Não sei…

Por acaso preocupa-me que as crianças estejam a crescer demasiado depressa, que lhes façam as vontades demasiado depressa, que tenham tudo demasiado depressa…o pior é que a vida não nos faz as vontades demasiado depressa. Para onde se caminha?

Para mim, o mundo está virado ao contrário.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

As Coisas...

Recomenda-se!!! =D

«As Coisas», em cena no Teatro da Trindade [Teatro Bar] de 19 de Junho a 19 de Julho, de quinta-feira a Sábado, pelas 23h.

«A acção decorre entre dois caixeiros-viajantes, as suas esperanças, anseios, sonhos, mas principalmente o amor que têm pelas coisas. Serão as coisas mais importantes do que as pessoas ou as pessoas é que se esquecem delas próprias e tornam-se coisas? A condição humana! Desta forma, dão nos a descobrir o significado e o valor das relações num mundo onde não existe espaço nem tempo físico para estabelecer ligações com os outros, onde o trabalho e a azáfama das cidades nos engole até sermos dados como mortos. »

quinta-feira, 19 de junho de 2008

E agora?...

... como se concerta o coração de uma Nação que depositou toda a Esperança que tinha e não tinha no futebol e que agora tem que dar atenção ao país em que vive?...

terça-feira, 17 de junho de 2008

Amarelo...Livro Amarelo!

Eu não podia deixar passar isto!

Oh Povinho cheio de graça que nós somos!

Recebi um e-mail. Ia para apagar quando achei que podia ser útil. Afinal o título era “Reclamações via Internet”. Lá pensei eu que tinham estendido os serviços de reclamações. E hoje não me importava NADA de reclamar, porque continuo a odiar a nossa função pública (não meto todos, mas pelo menos alguns no saco...).

Portanto, estando em Portugal que podemos nós esperar?

Vejamos...

Pelo que tentei averiguar do próprio site - http://www.livroamarelo.net/, não tem qualquer tipo de ligação a nenhuma Entidade. É fruto do trabalho árduo de «uma pequena equipa que, com o seu tempo e dedicação» trata de toda a informação que chega a este “Livro de Reclamações” on-line.

O objectivo é «(...) criar a maior rede em Portugal de partilha de informações sobre as experiências de todos enquanto consumidores.». A ideia até era boa, visto que pretendem prestar um serviço público de alertar os cidadãos para os “perigos” que são alguns produtos. Se bem que estas reclamações deveriam ser endereçadas às entidades competentes! (Não tentem só falar, mandem cartas registadas com avisos de recepção e Escrevam nos Livros de reclamações, a ver se as conversas não mudam...), .

Tudo bem. Seria bom, porque não?

Fui lendo. A primeira cativou-me [Nº Lan747661]. Relacionada com a SIC e a sua Responsabilidade Social, fiquei intrigada! O que teria a SIC feito?

A verdade é que a SIC desrespeitou o telespectador(a)...é verdade! A SIC não tem Responsabilidade Social APENAS e SOMENTE porque trocam os horários da telenovela ao (à) senhor(a)...pois é chato. Mas atenção que a Rede Globo «tem respeito»! Faz toda a diferença! Que raio de país este, realmente! Se fossem as minhas ricas séries que raramente vejo, também reclamava!

Mas o que estava para vir, melhor era!

Com o Nº Lan261485, o Sr. Sócio da Selecção, não se conforma que a sua rica mãe ainda não tenha recebido, após 10 dias, o dito cartão que a torna sócia de Portugal. Perdão, da Selecção. O Sr. Sócio não encontrou contactos no site e decidiu reclamar no «Livro Amarelo» apesar de, segundo o «Eu» alertar que existe um número de contacto e que deviam ler as letrinhas pequeninas.

MAS, o que realmente tem piada é que nos “1500” comentários a seguir se escreve sobre o FCP, sobre a Selecção, sobre o”tuga”, sobre a Federação de Futebol, até sobre enguia (e eu que pensava já ter ouvido tudo com a geopolítica da lampreia...gaita!)

Resumindo, escreve-se muito mas sobre Nada! Exactamente como eu estou a fazer agora a escrever sobre este Nada.

De facto, o Nada podia ser Alguma coisa se as pessoas tivessem o mínimo de dois dedos de testa para comentar as coisas com preceitos, em vez de desabafarem as suas frustrações num site que não pretende outra coisa senão informar o comum dos mortais.

Eu cá informo que, infelizmente, para a minha pessoa, este site virou um novo blog com direito a comentários (alguns brejeiros), e muitas vezes desnecessários.

Porque não criam um “blog” próprio? Como eu, ao menos escrevo para mim... ou para os coitadinhos que aturam as minhas teorias! Ahahaahahahah =D

Parabéns pela iniciativa, e boa sorte para a equipa que atura essas "coisas" que se vão escevendo.

Enfim, é assim o nosso Portugalzinho dos Pequeninos...!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Leques & Gelados (e Limonada!)

Podem questionar o que têm a ver gelados e leques! Não é difícil, prometo!

Os leques têm uma vasta tradição, milenar mesmo. Segundo consta, já as antigas civilizações o usavam, desde o Egipto, à Pérsia, China, Grécia ou Roma. Chegaram à Europa entre os séculos XII e XIII vindos do Oriente, e os Portugueses trouxeram-os no século XVI, das colónias asiáticas.

Era símbolo de poder e de feminilidade.

Como toda a gente sabe, os leques são bonitos utensílios de abano. Literalmente. Neste caso, para afastar o calor.


E que tem isto a ver com gelados? Então, os gelados também servem para afastar o calor. Por que não? Verdade seja dita que são coloridos, de vários sabores, formatos, e são excelentes para o Verão (isso e limonadas! Devia juntar as limonadas aqui também! Lol). Há alguém que não goste de gelados? =’)


Portanto, temos bonitos leques e bons gelados (e limonadas!). E que tem isto em comum? Afastam o calor. Boa! Uns com a sua elegância, outros com a sua frescura. E de facto, eu gosto muito destas coisas à antiga.


A modernidade, por outro lado, traz-nos chatices. Algumas, daquelas que não incomodam nada, a não ser a quem incomodam. E não é que eu me incomode muito, mas virar gelado em pleno Verão também é chato. Digo eu.


Eu nunca gostei de ar(es) condicionado(s). Chateia(m)-me. Não é ar puro. E eu gosto de ar puro, verdade seja dita. Gosto de uma janela aberta, ar fresquinho, mesmo quando não é tão fresco no Verão (é por isso que inventaram leques, gelados e limonadas!LOL).

Há pessoas muito inteligentes no Mundo. Em Portugal há esquecidos, com certeza. Os nossos engenheiros inventam andares cujas divisões e respectivos ares condicionados, em muito condicionam a saúde às pessoas. Nem que seja porque uns estão virados para o Sol que lhes entra pela janela e onde torram qual belo dia de praia, ou porque outros não estando ao sol levam com o ar condicionado FRESQUINHO que me faz usar casaco e cachecol em plena Primavera (se bem que tinha esperança que viesse calorzinho, nem que fosse para poder sentir os meus membros enquanto trabalho neste iceberg)…Isso é que era bonito.


Mas em todo o caso, obrigada aos senhores doutores Arquitectos-Engenheiros por nos condicionarem o ar que respiramos!=P


Conclusão: a favor da Humanidade que se devolva vida aos leques, que se coma gelados e beba limonadas! Acabamos com os CFC's, poupa-se nos AntiGripine, e andamos todos felizes da Vida!=D