sexta-feira, 22 de junho de 2007

Hakuna Matata

Uma amiga enviou-me este video... GOSTEI!! ;)

Porque em cada um de nós há uma criança...mas porque, sobretudo, o lema é muito bom - os problemas são para esquecer! :p

That's what friends are for... Para ti, que sabes quem és, não te esqueças nunca que os amigos estão cá para o que der vier e gostam milhões de ti... a vida é demasiado curta, e sorrir é das melhores coisas do mundo! ;)

Carpe Diem, right?! ;)
ou...
Hakuna Matataaaaaa!!!


segunda-feira, 4 de junho de 2007

Hmmm....

...hmmm....
Penso, Logo Existo... então se não pensar, não existo?...
ou Vivo se Pensar, e Existo se não Pensar?!
....hmmm.....
Out of thoughts! :p

quarta-feira, 30 de maio de 2007

sábado, 26 de maio de 2007

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Rainy day...

(Foz do Arelho por Cláudia)

Num belo Domingo em que cheguei a ter esperança de poder estar na praia... ;)

sábado, 12 de maio de 2007

Paths...

Drive

Sometimes, I feel the fear of uncertainty stinging clear
And I can't help but ask myself how much I'll let the fear
Take the wheel and steer
It's driven me before
And it seems to have a vague, aunting mass appeal
But lately I am beginning to find that I
Should be the one behind the wheel

Whatever tomorrow brings, I'll be there
With open arms and open eyes

So if I decide to waiver my chance to be one of the hive
Will I choose water over wine and hold my own and drive?
It's driven me before
And it seems to be the way that everyone else gets around
But lately I'm beginning to find that
When I drive myself my light is found

So whatever tomorrow brings, I'll be there
With open arms and open eyes
Would you kill the Queen to crush the hive?
Would you choose water over wine

Hold the wheel and drive?

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Rir é o melhor remédio!

Há quanto tempo... verdade seja dita que, acrescentando a falta de tempo à falta de inspiração, temos uma receita um pouco vazia...pelo menos de conteúdo bloguístico, claro! :)


Mas, no entanto...ao ver os meus mails hoje, a Le Cool (quem não conhece, recomendo vivamente!!) despertou-me a atenção para um grande acontecimento... o Dia Internacional do Riso - dia 6 de Maio! :)


Sempre achei que rir é o melhor remédio para tudo...mas existe, de facto, algumas instituições que levam o lema muito a sério - Associação Sorrir ou mesmo o Clube do Riso. Existe, inclusivé, segundo averiguei, Yoga do Riso, Curso de Líderes do Riso, Voluntariado para o Riso, Abraçoterapia...fascinante!, sobretudo pelo facto de as pessoas terem de fazer cursos para rir, pagarem para poder sorrir! Estranho...


Está provado [cientificamente...lolol] que o riso é importante agente na prevenção de doenças de cariz psíquico como as depressões. Rir, segundo os especialistas, é um óptimo relaxante já que produz endorfina, uma hormona responsável pela sensação de prazer e felicidade. Assim, o estado de alegria activa o sistema imunológico ajudando na prevenção de doenças provocadas pelo stress, por exemplo. Além do mais, é um óptimo exercício! É que ao rir movemos 14 músculos da face, evitando rugas e a sensação de cansaço...a menos que nos cansemos de tanto rir! Divertido! :)


Rir, é mesmo o melhor remédio! ;)

terça-feira, 6 de março de 2007

INCUBUS


A Romaria...


Estava no trabalho e a adrenalina já me invadia...saí e fui a correr para casa. Tinha que trocar de roupa, levar o meu muito old school casaco da Adidas e tomar as drogas para ver se o mau-estar desta constipação me passava... Saí de novo a correr e fui po Oriente...ainda consegui ouvir algumas músicas que tinha no mp3 até as pilhas acabarem. Mas tava quase a chegar.


Lá fui ter ca Nhukita linda que já pa lá andava. A bela da esplanada com vista para o Pavilhão Atlântico... meter a conversa em dia, comer qualquer coisa...já se ouvia a banda de abertura.


Lá fomos. :)


More than a Thousand.


Eu e a Nhukita lá entramos cedo, mas não o suficiente para todo o reportório de More than a Thousand. Mas bem...que poder que aquela banda tem! Ouvimos a última música (chegámos à conclusão que para grande tristeza nossa!) e távamos a delirar com aquilo! Entretanto viva o Myspace! lol :)


INCUBUS

Um bocado à espera...mais uns dedos de conversa, mais o cheirinho a cão que andava no ar...e as luzes apagaram....o delírio! Mesmooooo!!!


A setlist foi:


Quicksand - A Kiss To Send Us Off - Wish You Were Here - Have You Ever - Anna Molly - Paper Shoes - Warning - Redefine (Acoustic) - Drive (Acoustic) - Earth To Bella pt. I - Under My Umbrella - Light Grenades - Love Hurts - Sick Sad Little World - Dig - The Warmth - Pistola - Megalomaniac


Foi uma grande concerto é o que vos digo!!! O Brandon lá foi dizendo "Obrigado" num português perfeito, e ainda que nós somos o melhor público do Mundo!!!! :) Mas isso já sabíamos!!! lol Podemos ser poucos, pequenos, mas nos concertos levamos as bandas à loucura!!! É isso que dá gozo!


Houve momentos de grande êxtase...numa sintonia perfeita, numa melodia que fez vibrar o Atlântico!!! Houve isqueiros no ar...houve braços no ar...palmas, e mais palmas!


INCUBUS não se explica...sente-se, ouve-se, canta-se!


Obrigada e voltem mais vezes!!! :)


Ahhhhhhhhhhhh, já agora...para quem não sabe. Incubus colocaram um concurso via internet para que fizessem o teledisco para a música Dig, do novo album - Light Grenades. A verdade é que, por esse mundo fora, foi um português a ganhar!!!


Carlos Oliveira, a.k.a. Kaamuz é designer, tem 26 anos, é natural e residente em Espinho e é o vencedor do concurso I Dig Incubus. A sua curta de animação baseada nos desenhos para o novo album foi a base de inspiração e diga-se de passagem, não imagino aquele teledisco de outra maneira! :)


Aqui fica o teledisco e uma foto do Carlos com os Incubus em Los Angeles.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Small Things



Late at night as I was walking on the street I suddenly realise that the silence had company.

Looking around, I see the leaves dancing on the ground, chanting with the wind…


Contemplation…


Beauty is in every little thing…


Cláudia

8 Fevereiro 2007





quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Os Grandes Portugueses?

Quando, pela primeira vez, ouvi falar no programa julguei que seria mais um documentário sobre algumas das figuras emblemáticas da nossa história. Sim, um pouco de História não faz mal a ninguém, sobretudo em Portugal.
No entanto, quando me apercebi do conceito, de que os portugueses iriam votar para eleger "Os Grandes Portugueses", achei que algo não estava bem. Ainda assim, foi coisa que me passou ao lado. Passo a explicar porquê.
Considero que a ideia até poderia ser engraçada. De facto, Portugal é um país com nove séculos de História, sendo esta edificada com os muitos ingredientes que existem, nomeadamente, culturais, linguísticos, políticos, etc.
Contudo, a ideia peca pelo facto de que, um programa desta envergadura, colocar todos os grandes portugueses no mesmo saco como se a sua importância fosse idêntica, nem se percebendo em que moldes foram escolhidos. Neste caso podemos exemplificar com determinados futebolistas ou mesmo pseudo-actores morangóides colocados em conjunto com poetas, políticos, músicos ou reis. Isto para mim não faz qualquer sentido!!
Depois olhamos para os 10 primeiros, e eu pergunto-me...quem sou eu para determinar quem é O Grande Português? Quem somos nós, incultos, para avaliar a época, os acontecimentos, a personalidade de cada Português, e determinar primeiros, segundos, terceiros ou décimos lugares??? É esta sociedade morangóide, futebulóide, floribelalóide que vai escolher??? EU tenho medo...a sério que tenho medo do que vai sair deste programa! Sim façam todos os documentários que entenderem sobre os 10 primeiros que, mesmo assim, acho que não vai chegar para esclarecer a mente dos nossos portugueses.
Recomendo ainda que visitem http://jp-prometheus.blogspot.com/2007/02/os-minsculos-portugueses.html. E como J. muito bem escreve, teria uma certa "piada" ver Salazar ganhar e, este país, poder finalmente perceber a fraca democracia em que se apoia e questionar-se relativamente ao tipo de futuro pretende criar.
Vivas ao nosso belo cantinho à beira-mar plantado....

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

"Warning"

A Kiss To Send Us Off (live) - Incubus

Podia dizer tanta coisa... meter 1001 músicas deles...pensar em cada palavra, sentir cada vibração...

Falta exactamente um mês mas o bilhete já cá canta....

Countdown!!!

5 de Março de 2007

Pavilhão Atlântico

Vemo-nos por lá!!! =)

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Ok. Do you want something simple?



«Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.»
Elogio ao Amor [Miguel Esteves Cardoso - Expresso]

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Pensamento do Dia


É impressionante como quando a noite cai tudo fica silencioso, tudo ganha outra beleza. Talvez porque fiquemos mais atentos não só ao que nos rodeia, como aos próprios pensamentos que surgem como pirilampos, como que pequenas luzinhas por entre o escuro. Tal como a luz que passa por entre os estores e se cola na parede...é engraçado!

É quase como imaginar o imenso Universo que me cerca, onde sou não mais que um grão de areia, onde sou não mais que um qualquer bilionésimo de microsegundo por entre a História universal...sinto-me pequena, o tempo faz-me sentir efémera...é neste preciso momento que quase sentiria a minha vida passar ao lado...mas como o que levamos desta vida são as nossas memórias, ainda sou feliz. Feliz, talvez adjectivo também ele efémero...contudo, naquele pequeno momento em que o sol me bate na cara e me sinto viva, é o que basta para saber que há algo mais a viver. Quando penso neste Universo infinito, gostaria de poder viajar por este Mundo finito. Há tanto mundo lá fora que quase me sinto presa neste pequeno país. Se os sonhos fossem ondas julgo que seria um oceano atribulado...

Sendo que tudo é feito de um futuro que não chega, vejo-me agarrada a um presente que se vive com uma meta que está já ali ao lado e cuja linha é tão ténue e francamente tão diferente como uma ida de foguetão ou olhar um precipício...

17-05-06

Cláudia

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Referendo dia 11 de Fevereiro de 2007 - Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez.


Confesso que me sentei em frente ao computador...respirei fundo....respirei fundo novamente, e mais vinte vezes.


Olhei novamente para o ecrã do computador e respirei fundo uma última vez antes de começar a escrever. Só por um simples facto...a minha revolta é tão grande que em cada palavra que me passa pela cabeça tenho que procurar os adjectivos mais adequados para se enquadrar naquilo que considero ser o meu ser racional.


Tudo começou naquela primeira grande greve do metro que me catapultou para a confusão que são os transportes numa amálgama confusa de trânsito...não havia grande problema até porque ia a ouvir música só para não ouvir o típico reclamar português no autocarro, e num dia de Inverno o solinho que estava caía mesmo bem...até...


Acho que fiquei em estado de choque, revolta profunda, transtorno total!!! Não podia acreditar no que me tinha passado pelos olhos!


Impensável!


Para mim aquilo foi o descalabro. Ainda que pensem que isto possa ser algum tipo de histerismo, a verdade é que, para mim, pensar que em 8/9 anos desde o último Referendo as mentalidades não evoluem, é grave.


Para mim, foi muito grave, observar em outdoors frases como “Vote Não porque já bate um coração” ou “Porque é que os seus impostos hão-de servir para pagar clínicas de aborto?”. Não sei se é indecente ou de uma profunda sensação gregorial! Mas que me irrita, irrita! Só por um motivo (vírgula, mais uns quantos...)! Pressupõe-se [julgava eu...] que, num Estado Democrático se preste o serviço de Informar, de se tratar as questões com respeito e imparcialidade para que, cada um, na sua consciência, presente e futura, possam avaliar as implicações dos seus actos. Julgo eu que, de uma forma bastante simplificada, se possa chamar a isto Cidadania e Responsabilidade.


Assim, por favor, com o devido respeito que todas as opiniões merecem, alguém me explique como é que, com aquele tipo de pergunta se presta informação, esclarecimento ou consciencialização para o problema que vai ser referendado. Alguém me explique porque é que a questão que vai ser referendada é distorcida e tratada levianamente, puxando pelo sentimentalismo-moralista-que-não-resolve-e-condena. Estes outdoors são, para mim, publicidade que considero quase criminosa para todos os ignorantes que se recusam a pensar por um pouco que seja na questão, indo atrás do que os outros acham correcto, só porque sim! Aliás, neste caso, só porque não....


Então coloco a questão: o referendo vai colocar na mesa uma frase cujo cerne é muito simples – somos a favor ou contra a Despenalização? É só isto! Apenas isto.


Da minha boca, nunca!, ninguém, vai ouvir que sou a favor do aborto e, sinceramente, quem o disser levianamente é porque não sabe o que está a dizer. Eu não sou a favor do aborto. Ainda assim não posso, com o meu voto, restringir uma mulher (porque infelizmente não são os homens que vão parar à prisão...e peço desculpa q.b. para quem sentir que isto foi um qualquer tipo de ofensa) de, sobre o seu corpo, em consciência e com o peso que isso acarreta, avaliar as suas razões e agir de acordo com a sua realidade, num local seguro, higiénico, com acompanhamento médico, psicológico, em detrimento a anos de prisão.


Eu sou a favor da Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez.


Português difícil ou é possível vislumbrar a luz ao fundo do túnel?


Passo a explicar as minhas razões [possivelmente mais elucidativas no comentário que está em “anexo” que coloquei no blog No Largo da Graça]. Coisa que todos deveríamos ter – opinião formada, racionalizada, independentemente de crenças, credos, moralismos e afins. Aliás, um referendo é um apelo a isso mesmo – a conscientemente votar – exercendo o nosso direito e DEVER de cidadania.

Mas há mais... ao ler o «Público» [Jornal Público, Quarta-Feira, 17 de Janeiro de 2007, pág.13] não sei se me choca mais o facto de se apelar ao bolso dos portugueses para votar ‘não’ ou à [suposta] fé eclesiástica, cristã (bla bla bla), de puro sentimentalismo grotesco e ameaçador como a «Acção Família» vai fazer com cerca de 2 milhões de panfletos que vão ser distribuídos nas caixas de correio com “coisas” contra a “liberalização do aborto” nos quais afirmam, e cito:


- “Nossa Senhora chora (...) por milhares de inocentes que podem perder a vida antes mesmo de dar o primeiro gemido” [ainda bem que todas as crianças que vivem em orfanatos, cheias de traumas, são felizes, não chorem por elas que não é preciso....];


- a Acção Família “não está de acordo com o assassinato brutal de inocentes ainda no ventre materno”, reiterando ainda que, “Esta é a resposta que Nossa Senhora espera de si.”;


- citando directamente o jornal: “(....) O panfleto serve, simultaneamente, para promover um ‘estojo do Terço da Vida’ e o livro O Rosário da Vida, “com meditações para rezar o terço em desagravo ao referendo, que, por si só, já constitui uma ofensa a Deus” [nem comento...nem comento...nem comento...nem comento...nem comentooooooo!];



Mais?


O Cardeal Patriarca também reafirmou [Público, idem] a sua oposição à despenalização porque “uma lei que permita a destruição da vida humana é um atropelo de civilização, sinal de desvio preocupante no conjunto de valores éticos que são a base das sociedades humanistas, tão arduamente construídas ao longo de séculos”. [Prefiro não comentar, porque o que me vem à cabeça pode suscitar a fúria de alguém mais fundamentalista – há que reconhecer o papel da Igreja na construção das sociedades, a sua bem-aventurada Inquisição, e o seu tão recto percurso na História, com nenhum apelo à profunda fé avestruzana e sou-sempre-Eu/Igreja-que-tenho-razão....isto não foi um comentário!]



Mais?


Também gostei de ver e, infelizmente, ouvir, num canal público, alguém da Plataforma Não Obrigada! dizer que se deve votar contra o aborto porque é uma clara discriminação de quem não se pode defender. [claro que sim. Cada um acredita no que quer...óbvio (sem ironia e com o respeito máximo, sem qualquer tipo de questão e comentário). Ainda assim cientificamente/eticamente não está formada uma opinião relativa à concepção humana, mas preocupemo-nos com a discriminação no ventre porque a que há na sociedade, felizmente, já não existe!....]


E pronto...haja informação, consciência, responsabilidade.


Respeito? Por todas as opiniões em cima citadas. Com mais ou menos “simpatia” por umas e outras.


A minha opinião? Não interessa. É apenas mais uma em 11 milhões. Mas uma que vai votar. Como todos deverão fazer! A minha opinião, provavelmente, só interessa a mim. Daí este manifesto. Manifesto contra estas “políticas”, contra este show-off que tantos gostam de fazer na televisão, contra o pensar no longo prazo, contra o pensar no bem comum, contra tanta coisa...


Eu acredito profundamente na Democracia, acredito na liberdade de expressão, acredito no respeito pela liberdade do próximo, acredito na racionalidade humana, acredito que possamos pensar com a nossa cabeça, acredito na nossa evolução, acredito que haverá muito pouca abstenção, acredito na Utopia...dia 11 logo se vê se vale a pena ter ...


Ficam ainda, alguns Números [«Público», 10 Dezembro de 2006, p.13]


  • 906
    Foi o número de abortos praticados ao abrigo da lei nos hospitais portugueses em 2005. Destes, menos de um quinto foram feitos por razões maternais. Na maior parte dos casos a gravidez foi interrompida por malformações fetais.

  • 73
    É o número de abortos oficialmente registados como ilegais que chegaram aos hospitais portugueses, o ano passado.

  • 4454
    Abortos registados como espontâneos. Representam quase metade dos episódios de internamento devido a interrupções de gravidez registados no Serviço Nacional de Saúde em 2005 (10 551 no total).

  • 1861
    Abortos são classificados como “não especificados” nas estatísticas da Direcção-Geral de Saúde. Este grupo incluirá, segundo alguns especialistas, muitos casos de complicações surgidas na sequência de abortos clandestinos, mas tem vindo a diminuir ao longo dos anos.

  • 20 mil
    Deverá ser o número de abortos clandestinos realizados por ano em Portugal, estimativa feita a partir de extrapolações internacionais (no ano passado, em Espanha, com uma população quatro vezes superior à nossa, registou cerca de 85 mil abortos).

  • 230
    Pílulas do dia seguinte vendidas o ano passado em Portugal


Para terminar, quero apenas colocar aqui um comentário que fiz no blog, «NO LARGO DA GRAÇA»- http://lagra.blogspot.com/, onde esta questão surgiu há algum tempo. Devido ao tema, sempre que pude, fui espreitando os comentários. E continuei caladinha a ler atentamente a opinião de cada um até ao ponto de saturação em que me decidi em pegar em alguns argumentos expressos para contestar o «porque sim» ou «porque não». Cada um tem a sua opinião, e esta é a minha. Desculpem se parece um testamento exasperado, mas foi essa a reacção que alguns comentários me suscitaram e desatei a escrever...



«CONCORDA COM A DESPENALIZAÇÃO DA INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ, SE REALIZADA, POR OPÇÃO DA MULHER, NAS PRIMEIRAS DEZ SEMANAS, EM ESTABELECIMENTO DE SAÚDE LEGALMENTE AUTORIZADO?»

É esta a questão que, em princípio, será colocada aos portugueses. Ou seja, somos chamados a responder a um apelo, a um referendo para decidir um assunto de tão grande importância.

Começo por referir que não li ao pormenor todos os comentários (por serem imensos) mas que não pude deixar de observar alguns pormenores que me deixaram um pouco assustada.

Comecemos pela questão do voto. Caro Jm, confesso que é de minha profunda admiração que se troque um direito (conquistado se bem se recorda) por um dia de sol! Ainda mais me frustra que muitos como o Sr. tenham essa mentalidade e não exerçam o seu direito e Dever enquanto cidadão português.

Adiante.

A questão
em si.
Engraçado
como toda esta discussão gire em torno de uma palavra – aborto. Julgo que a questão fulcral é a palavra despenalização. Sejamos realistas! Eu duvido que haja alguém a favor do aborto! E como alguém referiu, para quem tem a necessidade de o fazer tem que carregar com esse fardo na consciência para o resto da vida. Mas EU sou a favor da despenalização por vários motivos que, creio, ainda não terão sido abordados.

1- gostamos muito de falar em adopção. É tudo muito bonito se o nosso sistema funcionasse…Se os portugueses preferissem crianças/adolescentes, os quais parecem ter um prazo de validade que caduca após uns anos de vida (julgo ser dos 6-18 anos a taxa para ter uma família diminui radicalmente). E por favor não me venham dizer que temos muito boas instituições, pois tenho exemplos práticos de que não temos, para além do mais, mesmo as Associações Pró-Vida e afins gostam muito de aplaudir o seu trabalho às mães. Mas gostava de saber números certos, porque umas centenas não faz juz ao número (milhares?!) de mulheres que vão a Espanha.

2- isto abre uma outra porta. A lei que existe não passa de areia para os nossos olhos!!! E enquanto isso, continuam os relatos de mulheres que para além de rios de dinheiro que gastam ( e que, como alguém disse os “filhos” arremedeiam-se por cá, os “meninos” vão para onde o dinheiro pode salvar a família da “vergonha”), não têm o mínimo de condições higiénicas e onde autênticos carniceiros, sem o mínimo de qualificações as atendem! Não sejamos hipócritas! Esta é a realidade, porque ela não desaparece por causa desta lei, continua a existir! E este é o ponto fulcral – despenalizar, para que hajam clínicas onde existam condições (a todos os níveis) para que num acto extremo (não vale sequer colocar razões porque cada um tem as suas e quem julga está no Céu!!) a mulher tenha condição de ir para casa e viver com aquilo que praticou, e não corra o risco de se esvair em sangue antes de conseguir chegar a um hospital.

3- julgo que terá sido a Valéria que disse que «não devemos usar a ivg como uma espécie de método anti-concepcional». Para além de redutor da situação que existe em Portugal é ignorar o actual sistema que existe para se esconder atrás de uma ideia simples: defender qual das “vidas”, a da mãe (sim porque os “pais” muitas vezes nem existem, pelo simples facto de que não lhe pesa a eles!) ou da “criança”?
“Criança” esta não cientificamente provada, mas dogmaticamente defendida pela Igreja – a mesma que não aprova o preservativo, a mesma que continua a tapar o sol com a peneira em países cujo HIV/SIDA continua a alastrar a olhos vistos…(outra
estória
…)
O facto é que pensar sequer que uma prática evasiva e traumatizante se possa tornar um método (nem podemos usar anti-concepcional, porque JÁ foi concebido!) é ultrajante para as mulheres!

4- (…continuação - Informação: ) afinal, a informação não existe?! A Igreja enquanto instituição não deveria igualmente prestar essa informação? Não devíamos todos nós?! Aos vossos filhos, sobrinhos e afins?! Como é que podemos falar em informação quando, segundo bem me lembro, tivemos a discussão ridícula em Portugal – colocar ou não colocar caixas de venda de preservativos nas escolas -?! A resposta foi não. Curiosamente surge um novo fenómeno que preocupa a população médica – a pílula do dia seguinte, ela sim usada como método anti-concepcional e não como um último recurso, e este com repercussões que ainda são desconhecidas no longo-prazo!
Informação!? Podemos mesmo falar em informação, quando há décadas que esperamos por cadeiras de Educação Sexual? Quando nem professores especializados existem para essas matérias?! Isto é que é ridículo!!! Este país!

Querem duas visões simples deste referendo?
1- O «Não».
Ninguém vai votar porque se vai para a praia, ou porque se vai passear o cão, ou porque a prima faz anos e não apetece. Os médicos, enfermeiras, e acusadas (sim porque não me lembro de ter visto nenhum homem no banco dos réus! E curiosamente são os homens que fazem “as crianças” e as mulheres que vão para a prisão!!!), continuarão a ser punidos. Espanha continuará a lucrar com os desaires portugueses (para variar), para quem possa pagar. Em Portugal vai haver gente nojenta que sem condições perpetua a carnificina às mulheres. Continuará a Não haver educação sexual. Continuará tudo na mesma. Quem beneficiou? Ahh, as “crianças”, sim... Certo.

2- O «Sim». Porque existem cidadãos que votam, ou porque em AR se decide aquilo que o povo quis ignorar. Ainda assim, a Despenalização da gravidez será uma realidade à qual o país terá de acudir. De qualquer modo, quer com sim ou não, as clínicas espanholas virão para Portugal. Em locais legalizados os médicos poderão prestar os cuidados necessários à realização de tal acto. Espera-se que toda a questão suscite uma vontade geral de mudança: educação sexual, informação NAS escolas não só sobre a temática, os riscos, sexo, contraceptivos, etc.

A verdade é que EU sou a Favor da Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez. Não consigo sequer imaginar as razões que levam uma mulher a tal acto – não consigo julgar quem o queira fazer por razões “de ser cedo de mais”, “porque o namorado/marido não quer assumir”, “porque a família não quer essa vergonha”, ou alguém que por razões económicas, sociais, habitacionais já não tenha condições para colocar um ser (para sofrer) neste mundo.

Muitas vezes interrogo-me quantas dessas pessoas a favor do não já falaram de boca cheia, por exemplo, em relação à pena de morte – “se é culpado deve pagar”, “matou o outro, deve morrer”, e agora, quando falamos em despenalização de uma prática que existe na clandestinidade, com todas as consequências inerentes a isso, abrem a boca para dizer que não. Mas claro, esqueci que não é a mesma coisa - Uma pessoa feita e uma não feita.

Vamos continuar a ser hipócritas e a colocar no banco dos réus aquelas pobres mulheres que tiveram o azar de ser denunciadas?

Quem é a favor do Não, pode mesmo ir passear à beira-rio, porque se não querem fazer filhos não os façam, se acham que existe informação divulguem-na, se acham que existem instituições apoiem-nas, se acham que a lei que existe é suficiente para os casos que Portugal vive, fiquem em casa. Agora não cortem as pernas a quem não tem dinheiro, a quem vive atrás do sol posto e não tem água nem luz, quanto mais saber o que é um preservativo ou os dias férteis do mês, que não sabe o que é um ginecologista, que se sujeita (pelos seus motivos) a um acto violento contra si própria e ainda se vê no banco dos réus, quando deveria estar a receber auxílio psicológico ou financeiro, e não estar por entre ladras, homicidas e afins.

Obrigada.
Cláudia


03:50 »


Um simples ‘Não’, não resolve!!! Um ‘SIM’, não resolve mas despenaliza!...


sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Happy New Year!


Caríssimo Alberto Adamastor...

....será que ainda vou a tempo de rectificar tão grave falha cometida pela minha pessoa?

Confesso que o tempo voou mais depressa do que eu pretendia. Sobretudo, ao ver a aproximação do final de ano, julgo que fechei para reflexão, e tendo tanto para contar preferi remeter-me ao silêncio. Há momentos assim...em que o silêncio diz tudo.

Contudo, peço desde já desculpas ao mundo bloguístico por não ter expressado veementemente os meus mais sinceros votos de Boas Festas aos visitantes, tanto pela quadra Natalícia como para este Novo Ano de 2007.

Nos meus momentos de introspecção reparei (por mais ridiculo que possa parecer) que 2006 passou a correr....Passaram-se 12 meses. 365 dias. 52 semanas. 8760 horas.

Números...

Tão rápido.

Em cada memória, um sentimento. Em cada sentimento, um momento gravado nesta pequena caixinha que nos faz viver. As memórias fazem parte de nós. Aprendemos com elas. Sentimos saudades. Tristeza. Alegria.

Mas passou.

Agora, para estes novos meses, semanas, dias, horas, minutos, segundos...Desejo a todos, que os tornem Inesquecíveis!

Vivamos.
Aprendamos.
Atrevamo-nos a Sonhar.
Que possamos lutar por tudo o que queremos...porque o Céu é o Limite.
Sorriam! Sejam Felizes. Façam todos à vossa volta Felizes!

Tudo de Bom a todos os níveis... por mais cliché que pareça...

" A nós! Aos que gostam de nós!!...e o resto........." - HAPPY NEW YEAR!!! :)

*beijinhosssss&abracinhosssss* e Voltem Muitas Vezes!!! ahahahahaha

Cláudia

P.S.-Obrigada Adamastor! ;)

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

O Pai Natal Existe!

Pois é, o Pai Natal existe! E isto está Marklmente provado!

Ao raiar do sol... no primeiro abrir da pestana, mesmo logo a seguir ao movimento de ligar o rádio, inicia-se um despertar calculado até chegarmos ao segundo em que ouço aquela música aparentemente saída de uns quaisquer desenhos animados «porquê, porquê, porquêeeeeee...». Não pensem que falamos de existencialismo. Não! Vai muito além disso!

O Markl presenteia-nos, logo bem cedo, com aquele seu humor pseudo-cientifico-inteligentemente refinado. Muito característico. No seu programa o «Livro dos Porquês», dá uma explicação plausível, muitas vezes vinda da área da teoria da conspiração, para aqueles dilemas que arrecadámos no fundo do baú, para não incomodarem a nossa existência.

Hoje foi um desses dias.

Em devaneio organizacional, tento meter o ouvido à escuta, e prestar atenção.

É o Pai Natal. Sim, vai falar do Pai Natal... podia esperar tudo... menos o que se seguia...

Afinal, aquele Sr. de Barba Branca, denominado Pai Natal, com a sua enorme barriga não é um produto da imaginação infantil!

Todos nós já deixámos bolachas e leitinho ao Pai Natal. Muitos de nós já não acreditam no Pai Natal...mas desenganem-se, porque o Pai Natal existe! Existe mesmo.

Contudo, nunca me tinha apercebido que vivemos numa sociedade capitalista, e o Pai Natal, foi também corrompido! Hoje em dia, o Pai Natal não aparece pelos céus do mundo, com o seu trenó e as suas renas simpáticas, porque simplesmente assinou contrato de exclusividade com a Coca-Cola! Mas é só e apenas isto!! Hoje em dia ele ganha a vida não pela via da filantropia mas sim a fazer campanhas publicitárias, e raramente aparições públicas. E tudo isto, pago a peso de ouro.

Afinal o Pai Natal existe...sorridente, barrigudo, branquinho, como sempre o conhecemos. Começou foi a pensar nele próprio, e no seu futuro eterno. Globalizou-se pelo mundo e vai-se promovendo como pode, e ao dito refrigerante!

E os direitos de autor? E os que se fazem passar por ele? Não deviam ser punidos?

Só me pergunto...afinal quem é que distribui os presentes actualmente? A Mãe Natal?! E o que é feito das renas? Estão em algum Jardim Zoológico para serem visitadas?

O Markl explica... e eu questiono! :)

Quem vir o Pai Natal, por favor contacte-me! Tenho uma lista imensa de presentes para solucionar! LOLOLOL!

Para mais informações, por favor contactem o N.ºBranco (por certo escondido debaixo de algum código de barras...)

P.S.- Se quiserem ouvir a versão original (lol!), vão a http://195.245.179.232/EPG/radio/EPGprogImprim.php?p_id=2629&e_id. Espero que dê, senão é porque o Pai Natal foi raptado, e desta vez, talvez por seres verdinhos de outras galáxias! :p

sábado, 9 de dezembro de 2006

O Sorriso de Uma Lágrima


« The artist is a man who must go beyond the individualist stage and struggle to reach the collective stage. He must go further than the self - strip himself of his individuality, leave it behind, reject it - and plunge into anonymity.»


Interview with Georges Charbonnier, 1951




The Smile of a Tear, Joan Miró, 1973 @ MontJuic, Barcelona

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

V Portugal MUN



PORTUGAL MODEL OF UNITED NATIONS 2006: Coimbra


«O Centro Interdisciplinar de Pesquisa em Relações Internacionais de Coimbra (CIPRIC) informa que, entre os dias 18 e 21 de Dezembro do presente ano, vai organizar na mais antiga Universidade do país o evento Portugal Model United Nations (MUN).

A equipa responsável pelo Portugal MUN 2006 têm a enorme honra de anunciar que a realização deste evento vai regressar à cidade na qual surgiu pela primeira vez em 2002. Assumindo a responsabilidade de realizar o V Portugal MUN é nosso objectivo agir no sentido de manter os padrões de qualidade e ambição que o evento acarreta desde a sua fundação.

O Portugal MUN é uma simulação do modelo de funcionamento da Organização das Nações Unidas (ONU) e dos seus diferentes organismos associados. O Portugal MUN tem como objectivos proporcionar o contacto directo com o método de procedimento deste importantíssimo palco de negociação internacional, bem como de promover o intercâmbio de ideias entre os estudantes, independentemente dos cursos e/ou dos estabelecimentos de ensino a que estes pertencem. Durante os dias em que o evento terá lugar, os temas centrais estarão relacionados com a actualidade internacional. Esses temas serão os tópicos das várias discussões a decorrer ao longo dos quatro dias.

Os estudantes do ensino superior de todo o país são convidados a formar delegações ou a participarem a título individual, para representarem um determinado país num determinado órgão internacional em acção nesta edição do Portugal MUN. Os órgãos nos quais se podem inscrever são: o Conselho de Segurança, Conselho de Direitos Humanos, o Conselho Económico e Social, o Banco Mundial, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e o Programa das Nações Unidas para o Ambiente.

No decorrer das actividades, no primeiro e último dias, incluir-se-ão conferências que contarão com a presença de convidados de honra, personalidades de eminente relevância nas Relações Internacionais, possibilitando aos estudantes um contacto directo com alguns dos grandes pensadores e decisores do Sistema Político Internacional. Várias Organizações Não Governamentais marcarão também a sua presença e outras iniciativas irão ser desenvolvidas no intuito de tornar o projecto o mais próximo possível da realidade.

Saudações Académicas

CIPRIC
portugalmun2006@gmail.com »


Para mais informações: http://portugalmun2006.no.sapo.pt/


Aconselho, a todos os que possam, a participar! É uma experiência excelente, não só para melhor conhecer melhor a Organização em si e o seu funcionamento, como também para poder entender o significado de defender um país e as suas causas (mesmo que isso vá contra os nossos princípios), conhecer novas pessoas, novas ideias...enfim.


Já participei, não o vou poder fazer, mas tenho saudades... ;)

Quem puder, inscreva-se e vá até à bela cidade de Coimbra, aprenda, e divirta-se! :)

Bem Haja a Todos!

sábado, 25 de novembro de 2006

Desafio-vos a ler até ao Fim...e cada Palavra!!!



Quem o conseguir, Parabéns!
Quem nem sequer tentar...é melhor olhar bem para a imagem em baixo e pensar que, podia ser uma vizinha, uma amiga, uma colega, uma namorada, uma irmã, uma tia, uma sobrinha, uma mãe, uma avó...
Porque não acontece só aos outros, mas a demasiadas mulheres! Todos os dias, várias vezes. Porque ignorar é sermos ignorantes. Porque não pensar, não faz desaparecer! Porque ajudar não custa nada. Porque alertar é um Dever!!

Porque todos somos Humanos!

Imagem da campanha venezuelana (AI - www.amnesty.org)


A Amnistia Internacional lança uma nova campanha de 16 dias de activismo.
Porque somos todos Humanos...porque não custa ler e passar a palavra...
Porque todos nós fazemos a diferença!!!


Colaborem!

«A violência doméstica ocorre em todo o mundo. Pode afectar alguém, mesmo ao seu lado. Pelo menos 1 em cada 3 mulheres já foi vítima de maus tratos físicos, forçada a ter relações sexuais ou vítima de alguma forma de abuso durante a sua vida.

Frequentemente, o agressor é um membro da sua própria família ou alguém conhecido.

De 25 de Novembro a 10 de Dezembro de 2006, a Amnistia Internacional vai realizar uma acção diária no contexto da campanha global "Acabar com a violência sobre as Mulheres".

Durante estes 16 dias você pode participar numa acção diferente, todos os dias. Ajude-nos a divulgar este escândalo de direitos humanos e faça com que os governos cumpram as suas obrigações de proteger as mulheres.

Seja um activista na luta contra a violência doméstica!


Como pode fazê-lo:
· Histórias de Casas-Abrigo:
Todos os dias você pode ajudar a introduzir melhorias numa casa-abrigo.


· Marcha contra a violência doméstica
Jogue o jogo online e junte-se à marcha virtual da AI
http://www.amnesty.org/svaw_dv/march/eng/»

Fonte: www.amnistia-internacional.pt



FACTOS:
___________________


ALDEIA GLOBAL

Como é que seria a violência sobre mulheres num mundo visto à escala reduzida, numa aldeia global de 1000 pessoas? (os números são baseados nas estatísticas da ONU, OMS e organizações governamentais e não-governamentais)

  • 500 pessoas são mulheres
  • Seriam 510, mas 10 nunca chegariam a nascer devido ao aborto por escolha de sexo ou morreriam devido a cuidados médicos inadequados
  • 300 são mulheres asiáticas
  • 167 destas mulheres são espancadas ou expostas à violência durante a sua vida
  • 100 destas mulheres serão vitimas de violação ou de tentativa de violação durante a sua vida

Violência na Família:

A violência no seio da família assume formas diferentes - desde a agressão física à agressão psicológica, como intimidação e humilhação, incluindo vários comportamentos controladores, tais como, isolar a pessoa da sua família e amigos, controlar e restringir os seus movimentos e o acesso á informação ou ajuda.

  • Pelo menos uma em cada três mulheres, ou um total de um bilião, foram espancadas, forçadas a ter relações sexuais, ou abusadas de uma forma, ou outra, nas suas vidas. Normalmente, o abusador é um membro da sua própria família ou alguém conhecido. (E,L Heise, M Ellsberg, M Gottemoeller, 1999)
  • No Canadá os custos da violência contra a família rondam 1.6 biliões de dólares por ano, incluindo despesas médicas e baixa de produtividade. (UNICEF 2000).
  • Nos EUA uma mulher é espancada a cada 15 segundos, normalmente pelo seu parceiro ou marido. (Estudo da ONU sobre as Mulheres, 2000)
  • Na Federação Russa, de acordo com organizações não-governamentais russas, 36.000 mulheres são espancadas diariamente pelo seu marido ou parceiro. (OMCT, 2003)
  • Em Espanha, em cada cinco dias, uma mulher foi morta pelo seu parceiro, em 2000 (Joni Seager, O atlas das mulheres)

Violência Sexual:

A violação é a forma mais violenta de violência sexual. A violação está também associada à gravidez não desejada e às doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV/SIDA. Contudo, a violação não é muitas vezes denunciada devido ao estigma que lhe está associado, e muito menos vezes é punida.

  • Uma em cada cinco mulheres será vitima de violação ou tentativa de violação na sua vida (OMS 1997)
  • Nos EUA uma mulher é violada a cada 90 segundos (Departamento de Justiça 2000)
  • Em França 25.000 mulheres são violadas todos os anos ( European Women´s Lobby, 2001)

Mulheres e a Guerra:

A violência sobre as mulheres durante conflitos atinge proporções epidémicas. A violação em massa é usada frequentemente como arma de guerra, com o agravamento de, durante o conflito as mulheres serem forçadas física e economicamente a tornarem-se prostitutas, para assegurar as necessidades básicas da família. A guerra prejudica as mulheres de outras formas - as mulheres e crianças constituem a maioria dos refugiados e internamente deslocados.

  • 80% dos refugiados são mulheres e crianças (ACNUR, 2001)
  • Em 85 % das zonas de conflito armado foi registado tráfico de mulheres e raparigas (Save the Children, 2003)
  • Na Bósnia e Herzegovina entre 20.000 a 50.000 mulheres foram violadas durante os cinco meses de conflito em 1992 (IWCT, Women's GlobalNet, 23 Outubro 2003)
  • Na República Democrática do Congo, foram registados, por associações femininas desde Outubro 2002, 5.000 casos de violação, o equivalente a uma média de 40 por dia, na área da Uvira, (ONU 2003)
  • Na Ruanda entre 250.000 a 500.000 mulheres ou cerca de 20 % das mulheres, foram violadas durante o genocídio de 1994 (Relatório Internacional da Cruz Vermelha, 2002)

Práticas Nocivas:

Praticamente todas as culturas do mundo contêm formas de violência sobre as mulheres que são quase invisíveis, porque são vistas como 'normais' ou 'habituais'.

  • Mais de 135 milhões de raparigas e mulheres têm sido sujeitas à mutilação genital e cerca de 2 milhões estão em risco todos os anos (6.000 todos os dias) (ONU, 2002).
  • 82 milhões de raparigas, com idades compreendidas entre os 10 e os 17 anos, casarão antes do seu 18º aniversário (UNFP)
  • Em mais de 28 países de África, a mutilação genital feminina é praticada (Amnistia Internacional, 1997)
  • No Egipto, 97% das mulheres casadas, com idades compreendidas entre os 15 e os 49 anos, foram submetidas a mutilação genital feminina. (Estudo da OMS, 1996)
  • A mutilação genital feminina é praticada em comunidades imigrantes na Dinamarca, França, Itália, Holanda, Suécia, Suíça e Reino Unido (ONU, 2002)


Em Portugal (dados de 2002)

De 11677 ocorrências criminais registadas pela PSP e GNR no contexto de violência doméstica:

  • 82% dos suspeitos são do sexo masculino
  • 85% das vitimas são mulheres
  • 85% dos crimes são contra a integridade fisica
  • 89% dos crimes são cometidos pelo conjuge ou pelo companheiro
  • Também em 2002, num total de 462 crimes de Maus Tratos do Cônjuge ou Análogo, sendo as vítimas:

    • 34 do sexo masculino
    • 428 do sexo feminino,

    E ainda os dados da linha verde (Serviço de Informação a Vítimas de Violência Doméstica), relativos a 2003:

    • 1880 atendimentos relacionados com situações de violência doméstica, dos quais 1284 em a situação foi exposta pela própria vítima de violência e 663 em que dói descrita por amigos, familiares, vizinhos ou mesmo instituições. 97,8% das vítimas indicadas eram do sexo feminino e 2,2% do sexo masculino. Acresce que a maioria das vítimas era casada (67,8%) e pertencente aos escalões etários entre 25-34 anos de idade (22,8%) e 35-44 anos de idade (22,7%). Os agressores eram, na sua maioria cônjuges (67,8%) e companheiro ( 17,7%) situando-se nas faixas etárias dos 35-44 anos de idade (22,0%) e 25-24 anos de idade (17,9%). È ainda relevante o facto de na maioria dos casos (75,5%) a vitimação acontece de uma forma reiterada há mais de 2 anos, sendo que uma grande percentagem (74,5%) nunca apresentou queixa ou denuncia deste crime.

    Segundo o Conselho da Europa, a violência contra as mulheres no espaço doméstico é a maior causa de morte e invalidez entre mulheres dos 16 aos 44 anos.
    - Fonte: Amnistia Internacional

    Alguns sites para visitarem:

    http://www.amnistia-internacional.pt/agir/campanhas/violencia/index.php

    http://www.amnesty.org/svaw_dv/march/eng/

    http://web.amnesty.org/actforwomen/shelters-251106-index-eng

    Se chegaste aqui, passa a palavra... Se sabes de casos, denuncia! É crime!

    OBRIGADA!

    domingo, 19 de novembro de 2006

    Tertúlia do Pirilampo

    A todos vocês que por aqui passam, anuncio a criação de há um novo espaço no mundo bloguístico - Tertúlia do Pirilampo - http://tertulia-pirilampo.blogspot.com/ . Talvez devêssemos fazer uma festa de inauguração, mas aquilo que é bom sabe-se e transmite-se rapidamente e espero que assim suceda. ;)

    Desde já, quero agradecer ao Tacci [http://www.portugalcaramba.blogspot.com/] pela cedência da imagem que criou para nós e para o novo blog. A ideia que queriamos vimo-la retratada e é linda!! Muito Obrigada Tacci! :)