quarta-feira, 16 de julho de 2008

O 'estado' da Nação II

Imagem Aqui

Ainda que o assunto possa estar desactualizado, não posso deixar de lhe fazer uma referência.


Verdade seja dita que Sócrates, no debate na AR sobre o ‘estado da Nação’, esteve particularmente bem. E vai continuar bem.


Acrescento, e cito - “(…) Perante esta direita arrogante mas sem orgulho, oca e desorientada porque vê cada vez mais distante o que considera seu direito divino: o poder - Sócrates poderá continuar a encenação do melodrama barato configurado no "socialismo moderno." – diz Baptista-Bastos [in Diário de Notícias on-line, 16/07/08].


Não posso deixar de concordar. Tendo em conta que vivemos em democracia, espero sempre demasiado dela. No entanto, temos uma esquerda a roçar a loucura, um Governo que implementa de livre vontade (umas vezes bem, outras por unilateralismo imposto), e uma direita que anda em busca do Santo Graal (e ainda não foi desta que o encontrou!).


Se há coisa que me chateia particularmente é não se olhar para o país como um todo e com um longo-prazo que tem de ser definido. Para mim, é mau que se mudem de Governos e se mudem todas as políticas implementadas (ou não se dê continuação a outras só porque as cores mudam), os amigos mudam, as pastas mudam, os nomes mudam, porque muda tudo mas fica tudo na mesma ou pior.


Verdade seja dita que esperava mais do PSD, esperava que se criasse oposição, que se trouxesse ar fresco para um país em crise, para uma juventude desamparada e sem nenhum interesse para a política.


Que país criamos assim?


Ando entusiasmada com as eleições americanas. Obama trouxe uma nova energia, e um novo acreditar, e move o povo.


O nosso [povo], por cá, bem se queixa mas não se move. Para lado nenhum. Mas como podemos? Já experimentamos laranjas e apodreceram, as rosas murcharam e não há mais ‘nada’ nesta salada ‘à portuguesa’… Há desânimo? Pois há! Mas não deveriam ser estes mesmos políticos a tentar mudar o destino das coisas? A puxar pelos populares? A criar um novo ímpeto de mudança? A bem ou a mal, Sócrates vai falando, e por mais que não diga nada, tem confiança nele próprio que, a bem ou mal, o torna carismático. A Manuela Leite…Ainda [bem] que tivesse havido coragem (e Parabéns!) por se ter eleito uma mulher, foi para mim um erro crasso de análise. Quem não tem ‘força’ para elevar o punho e puxar pelo seu partido como terá força para puxar um país?


Branco mais branco não há…

sexta-feira, 11 de julho de 2008

O 'estado' da Nação I

A definição que para mim tenho de Jornalismo constrói-se no facto de fazer parte das ciências sociais e humanas e ainda que não seja uma ciência exacta não deixa de encerrar critérios de ética, imparcialidade e informação. Jornalismo e Informação estão intrinsecamente ligados. Logo, o jornalista terá, portanto, um dever – informar.

Vi no dicionário, só para tirar dúvidas, a definição de informar, e cito “facto ou acontecimento que é levado ao conhecimento de alguém ou de um público através de palavras, sons ou imagens”. Pareceu-me bem e lógico.

No entanto, um mundo interligado e interdependente através de relações económicas, sociais e políticas – a aldeia global – como denominaria Marshall McLuhan, tem hoje um sentido muito mais complexo. Acrescento que num mundo globalizado, com vista ao lucro, a imparcialidade ou mesmo a exactidão das notícias é relegada para segundo plano. E ainda, a informação chega a quem a procura e não a quem a vê todos os dias na televisão ou jornais.

O meu professor de Teoria das Relações Internacionais disse uma frase que nunca mais esqueci, e ao pensar nela cada vez que leio um jornal, olho para a televisão ou ouço rádio, não posso deixar de pensar o quão mal informadas ficam as pessoas após absorverem o actual jornalismo.

“Quem quer que eu acredite nisto, aqui, agora e porquê?”

Por um lado, as pessoas não estão preocupadas em receber informação. Com crises, casas para pagar, gasolina para meter no carro, comida para dar aos filhos, falta de emprego, etc., penso que o mergulhar na imprensa cor-de-rosa, na vida dos outros e no suposto glamour do Jet Set remete-os para o Fantástico que não Vivem…

Por outro lado, temos os jornalistas, jornais, e afins a terem que se remeter a este jogo, para fazer face aos lucros. E estamos num ciclo vicioso.

Uma premissa mais se me permitem. Com a política actual que se faz, com a crise que se vive ou com a guerra fria que aí vem, não convém que as pessoas saibam tudo [ou mesmo alguma coisa...] sobre o que no mundo se passa. Não convém à política que os meios de comunicação exerçam o seu papel. Nem lhes é permitido quando estão intrinsecamente ligados à política [lembro-me por exemplo do que aconteceu com as presidenciais americanas ou mesmo a pressão exercida, em Portugal, actualmente, sobre os media].

Dai que tenhamos constantemente que pensar na frase acima citada, para nos lembrarmos que viver na ignorância não é o caminho. Assim, acreditar em tudo o que os jornais escrevem, ou os jornalistas falam pode muito bem contribuir para a implementação de práticas lobísticas ou mesmo, e talvez mais grave, para a diminuição do nosso cérebro!

Permitam-me mencionar alguns casos que me deixaram perplexa:

- o Metro hoje congratulava-se por ser líder nas leituras diárias. O que estranhei realmente foi o Meia Hora é o que menos se lê. E dei por mim a pensar que, na minha opinião, dos jornais gratuitos é mesmo o melhor. Das duas uma, ou não está disponível em muitos locais, ou dá demasiado trabalho ler Informação.

- o Público on-line de dia 8 de Julho anunciava os novos locais que passam a ser Património da Humanidade via UNESCO…o único problema é que trocaram as informações todas [leiam os comentários por favor!], e curiosamente a noticia deve ter chegado por cegonha porque nem autor tem…

- ontem ainda tentei ver o telejornal da SIC, qual não é o meu espanto que as notícias internacionais de relevo foram ditas tão depressa que mais me fez lembrar os anúncios nas rádios de bancos a mencionarem as taxas que os clientes não devem ouvir…mas o melhor foi quando após esta correria se deu seguimento a mais de meia hora aos 'casamentos e divórcios milionários'. Obrigada…

Terminando, e pedindo desculpa pela alarvidade de texto debitado, permitam-me ainda agradecer: aos jornais e jornaizinhos que hoje se fazem em Portugal, à Informação desinformada, aos conteúdos sem cara, ao avestruzianismo cor-de-rosa, por formar e desenformar aquilo que é o país em último no ranking europeu.

O que vale é que o mundo é demasiado grande para alguns de modo que se pode afogar mágoas nas poucas notícias de outros países em desgraça, para nos lembrarmos que amanhã é outro dia, que se pode seguir em frente e dizer mal de outra coisa porque há gente pior que nós.

Portugal dos Pequeninos…

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Tropa de Elite





Dezembro 2007 ..BOPE...era palavra de ordem...

Não sabia o que era, não fazia ideia. Ouvia falar. Ouvia que os brasileiros já tinham visto imensas vezes (ia em 15, última contagem). Sabem todas as deixas, cantam as músicas e levam todo o pessoal a descobrir este Brasil escondido tantas vezes descoberto, muitas vezes ignorado, mas sempre amado.

A música transporta-me. Nostalgia pura e dura. Nada mais que Índia. Não há cá Brasil. Há ruas de Delhi, viagem para Mumbai, chegada a Goa...e a música continua aos altos berros nas colunas que o Daniel coloca no telemóvel. =)


O filme...Goa e Brasil. Depois de uma noite de comes e bebes os meus muy queridos brasileirinhos convidam-me para com eles ver o 'famoso' filme (e o Walter ia para o seu 19º visionamento!). Lá nos juntamos todos em frente ao computador num pequeno colchão num terraço (aquilo a que chamámos 'quarto' lol) em Anjuna Beach (Goa - Índia). Colunas em volume alto. Ligadas as legendas em português (sim porque o calão é cerrado...) lá começou a aventura.


Gostei! Sobretudo da explicação e informação priveligiada que ia recebendo. Gostei das risadas cada vez que acertavam nas deixas dos 'palavrões', quando sabiam a próxima acção, o nome do protagonista, os acessórios que ia usar ou quando usavam do seu 'conhecimento prévio' para me preparar para o 'pior'![um bocadito violento,pronto!lol), gostei da realização de José Padilha, gostei da história contada crua e simplesmente, relatos de uma situação real. Solução? Dificil. Muito mesmo!

Gostei que o filme continuasse a ser visto vezes e vezes sem conta em Jaipur, qual legado BOPEano... =)

O que vos digo, é que vale a pena!

Todos ao cinema!=)

domingo, 6 de julho de 2008

Nneka...




"And now the world is asleep", mas os olhos começam a abrir para a Descoberta de uma nova Estrela neste Universo de Constelações Musicais. Nneka de seu nome. Nigeriana. Com um som entre o Hip Hop/Soul/Reggae, pode muito bem tornar-se uma nova Lauryn Hill.
Com dois albúns editados, "Victim of Truth" e "No Longer at Ease", é este último que tem chamado mais a atenção, talvez devido à fraca publicidade do primeiro.
Boas Notícias? Segundo o Blitz, Nneka vai estar presente no Sudoeste 2008.
Eu cá recomendo que se ouça "Heartbeat".
A Energia desta Música é contangiante e para ser ouvida em volume ALTO!!! =D

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Muse...

... Put it the loudest!

Um cigarro...

Se pudesse dizer tudo o que penso
Sem mentir sobre o que sinto
Se pudesse ter tudo o que quero
Sem pensar em ter zero
Se me pudesse sentar no alto
e fumar um cigarro na Lua
Se pudesse estar só e a salvo
sem querer estar numa relação crua.
Mas eu somo e sigo, como pedras de um Castelo
Eu construo e erijo, basta pensar e sê-lo.
E amanhã é outro dia
e amanhã sinto diferente
e amanhã busco de novo
e amanhã sonho novamente,
Porque sei que o mundo não é muito grande
Que o mundo é mais do que nós
E tenho o silêncio como música,
assim nunca estamos sós.
Então acendo, o
lho e medito no fumo de um cigarro
que não fumo mas sinto
nas entrelinhas de um pensamento,
que veio e vai,
que vem e sai,
E na respiração ilusória; olho e medito no fumo de um cigarro
Que pensei e apago.

domingo, 29 de junho de 2008

Mundo ao Contrário



Gostos não se discutem!

É uma verdade. No entanto, este fim-de-semana, houve algumas notícias que lá puseram a minha mente a girar.

É que eu nem sou velha, mas sinceramente esta nova geração assusta-me. Mesmo!

Dois temas: Tokyo Hotel – o fenómeno Andrógeno; Miss Bimbo – a Sociedade da Futilidade.

No meu tempo, isto não havia. Aliás, ainda sou do tempo em que se brincava com bonecas, em que se brincava na rua sem que os pais se preocupassem que, ao comer terra, fazer sopa com pedrinhas, ervas e lama, nós [crianças] pudéssemos morrer. Também sou do tempo de brincar com jogos educativos, com ‘O Sabichão’, com o ‘4 em Linha’, com o ‘Quem é Quem?‘, com a ‘Batalha Naval’, ou Puzzles, ou até mesmo a melhor invenção de sempre depois da ‘luz’ – o Super Mário para a Nintendo! Ahahahah

Mas como já dizia o poeta ‘Mudam-se os tempos, mudam-se as Vontades’. Para melhor?

As tecnologias são hoje um bem indispensável. A Internet tornou-se o veículo mais rápido do conhecimento, para o bem e para o mal, sendo um instrumento novo de Educação. As notícias voam, a informação existe nos mais variados campos, temos acesso a tudo em pouco tempo.

O brincar na rua, com piões, à macaca, saltar à corda, jogar futebol, andar de bicicleta é relegado para segundo plano. O grande ecrã [televisão] ou o pequeno ecrã [computador] dominam a vida da nossa juventude.

Este fim-de-semana, como referi, houve dois assuntos que me levaram a pensar “que cúmulo!”.

Primeiro, o concerto dos Tokyo Hotel. Vá-se lá perceber este fenómeno andrógeno! A coisa mais parecida com isto só Placebo [que me lembre assim de repente], mas verdade seja dita o Sr. Brian Molko já é bem crescidinho para saber o que é. Que o vocalista dos Tokyo Hotel seja uma figura a admirar por milhões de jovens [rapazes e raparigas], é que já não entendo!

Mas são gostos e estes não discuto.

No meu tempo gostava-se de Backstreet Boys. Lá que desse em loucura, tudo bem. Os meninos eram engraçadinhos. Nunca fui a um concerto deles, e não morri por causa disso. Mas há uma nova onda punk/gótica/qualquer coisa! Que os pais achem normal que se durma ao relento para assistir a um concerto com a suposta desculpa de que ‘estão na idade’, não acho normal! Que andem pintados e vestidos de preto, é normal? Uma nova moda? Eu cá tinha sido deserdada, no mínimo! LOL

Mas um outro exemplo, do preto para o rosa é a Miss Bimbo. A pseudo “Educação” dos 7 aos 17 começa com dinheiro e termina com a futilidade. As crianças juntam-se em grupos para criar aquilo que será a ‘mulher perfeita’? Por entre silicone, magreza e euros. Yupi…

Que fazemos nós para ajudar? Por entre Morangóides, Telejornais da treta, telenovelas e facilitismo educacional, vejo muito pouco para se educar…

Que geração é esta? Não sei…

Por acaso preocupa-me que as crianças estejam a crescer demasiado depressa, que lhes façam as vontades demasiado depressa, que tenham tudo demasiado depressa…o pior é que a vida não nos faz as vontades demasiado depressa. Para onde se caminha?

Para mim, o mundo está virado ao contrário.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

As Coisas...

Recomenda-se!!! =D

«As Coisas», em cena no Teatro da Trindade [Teatro Bar] de 19 de Junho a 19 de Julho, de quinta-feira a Sábado, pelas 23h.

«A acção decorre entre dois caixeiros-viajantes, as suas esperanças, anseios, sonhos, mas principalmente o amor que têm pelas coisas. Serão as coisas mais importantes do que as pessoas ou as pessoas é que se esquecem delas próprias e tornam-se coisas? A condição humana! Desta forma, dão nos a descobrir o significado e o valor das relações num mundo onde não existe espaço nem tempo físico para estabelecer ligações com os outros, onde o trabalho e a azáfama das cidades nos engole até sermos dados como mortos. »

quinta-feira, 19 de junho de 2008

E agora?...

... como se concerta o coração de uma Nação que depositou toda a Esperança que tinha e não tinha no futebol e que agora tem que dar atenção ao país em que vive?...

terça-feira, 17 de junho de 2008

Amarelo...Livro Amarelo!

Eu não podia deixar passar isto!

Oh Povinho cheio de graça que nós somos!

Recebi um e-mail. Ia para apagar quando achei que podia ser útil. Afinal o título era “Reclamações via Internet”. Lá pensei eu que tinham estendido os serviços de reclamações. E hoje não me importava NADA de reclamar, porque continuo a odiar a nossa função pública (não meto todos, mas pelo menos alguns no saco...).

Portanto, estando em Portugal que podemos nós esperar?

Vejamos...

Pelo que tentei averiguar do próprio site - http://www.livroamarelo.net/, não tem qualquer tipo de ligação a nenhuma Entidade. É fruto do trabalho árduo de «uma pequena equipa que, com o seu tempo e dedicação» trata de toda a informação que chega a este “Livro de Reclamações” on-line.

O objectivo é «(...) criar a maior rede em Portugal de partilha de informações sobre as experiências de todos enquanto consumidores.». A ideia até era boa, visto que pretendem prestar um serviço público de alertar os cidadãos para os “perigos” que são alguns produtos. Se bem que estas reclamações deveriam ser endereçadas às entidades competentes! (Não tentem só falar, mandem cartas registadas com avisos de recepção e Escrevam nos Livros de reclamações, a ver se as conversas não mudam...), .

Tudo bem. Seria bom, porque não?

Fui lendo. A primeira cativou-me [Nº Lan747661]. Relacionada com a SIC e a sua Responsabilidade Social, fiquei intrigada! O que teria a SIC feito?

A verdade é que a SIC desrespeitou o telespectador(a)...é verdade! A SIC não tem Responsabilidade Social APENAS e SOMENTE porque trocam os horários da telenovela ao (à) senhor(a)...pois é chato. Mas atenção que a Rede Globo «tem respeito»! Faz toda a diferença! Que raio de país este, realmente! Se fossem as minhas ricas séries que raramente vejo, também reclamava!

Mas o que estava para vir, melhor era!

Com o Nº Lan261485, o Sr. Sócio da Selecção, não se conforma que a sua rica mãe ainda não tenha recebido, após 10 dias, o dito cartão que a torna sócia de Portugal. Perdão, da Selecção. O Sr. Sócio não encontrou contactos no site e decidiu reclamar no «Livro Amarelo» apesar de, segundo o «Eu» alertar que existe um número de contacto e que deviam ler as letrinhas pequeninas.

MAS, o que realmente tem piada é que nos “1500” comentários a seguir se escreve sobre o FCP, sobre a Selecção, sobre o”tuga”, sobre a Federação de Futebol, até sobre enguia (e eu que pensava já ter ouvido tudo com a geopolítica da lampreia...gaita!)

Resumindo, escreve-se muito mas sobre Nada! Exactamente como eu estou a fazer agora a escrever sobre este Nada.

De facto, o Nada podia ser Alguma coisa se as pessoas tivessem o mínimo de dois dedos de testa para comentar as coisas com preceitos, em vez de desabafarem as suas frustrações num site que não pretende outra coisa senão informar o comum dos mortais.

Eu cá informo que, infelizmente, para a minha pessoa, este site virou um novo blog com direito a comentários (alguns brejeiros), e muitas vezes desnecessários.

Porque não criam um “blog” próprio? Como eu, ao menos escrevo para mim... ou para os coitadinhos que aturam as minhas teorias! Ahahaahahahah =D

Parabéns pela iniciativa, e boa sorte para a equipa que atura essas "coisas" que se vão escevendo.

Enfim, é assim o nosso Portugalzinho dos Pequeninos...!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Leques & Gelados (e Limonada!)

Podem questionar o que têm a ver gelados e leques! Não é difícil, prometo!

Os leques têm uma vasta tradição, milenar mesmo. Segundo consta, já as antigas civilizações o usavam, desde o Egipto, à Pérsia, China, Grécia ou Roma. Chegaram à Europa entre os séculos XII e XIII vindos do Oriente, e os Portugueses trouxeram-os no século XVI, das colónias asiáticas.

Era símbolo de poder e de feminilidade.

Como toda a gente sabe, os leques são bonitos utensílios de abano. Literalmente. Neste caso, para afastar o calor.


E que tem isto a ver com gelados? Então, os gelados também servem para afastar o calor. Por que não? Verdade seja dita que são coloridos, de vários sabores, formatos, e são excelentes para o Verão (isso e limonadas! Devia juntar as limonadas aqui também! Lol). Há alguém que não goste de gelados? =’)


Portanto, temos bonitos leques e bons gelados (e limonadas!). E que tem isto em comum? Afastam o calor. Boa! Uns com a sua elegância, outros com a sua frescura. E de facto, eu gosto muito destas coisas à antiga.


A modernidade, por outro lado, traz-nos chatices. Algumas, daquelas que não incomodam nada, a não ser a quem incomodam. E não é que eu me incomode muito, mas virar gelado em pleno Verão também é chato. Digo eu.


Eu nunca gostei de ar(es) condicionado(s). Chateia(m)-me. Não é ar puro. E eu gosto de ar puro, verdade seja dita. Gosto de uma janela aberta, ar fresquinho, mesmo quando não é tão fresco no Verão (é por isso que inventaram leques, gelados e limonadas!LOL).

Há pessoas muito inteligentes no Mundo. Em Portugal há esquecidos, com certeza. Os nossos engenheiros inventam andares cujas divisões e respectivos ares condicionados, em muito condicionam a saúde às pessoas. Nem que seja porque uns estão virados para o Sol que lhes entra pela janela e onde torram qual belo dia de praia, ou porque outros não estando ao sol levam com o ar condicionado FRESQUINHO que me faz usar casaco e cachecol em plena Primavera (se bem que tinha esperança que viesse calorzinho, nem que fosse para poder sentir os meus membros enquanto trabalho neste iceberg)…Isso é que era bonito.


Mas em todo o caso, obrigada aos senhores doutores Arquitectos-Engenheiros por nos condicionarem o ar que respiramos!=P


Conclusão: a favor da Humanidade que se devolva vida aos leques, que se coma gelados e beba limonadas! Acabamos com os CFC's, poupa-se nos AntiGripine, e andamos todos felizes da Vida!=D

sábado, 14 de junho de 2008

Open Your Eyes..

... Dream And Search Forever!

Adoro esta frase! Um bom lema!=)

Estava à frente da televisão, e fui atingida por um daqueles momentos de nostalgia que nos transporta no tempo...
Guano Apes, surgiram com uma sonoridade que muito deu que falar por esse mundo fora, sobretudo por serem alemães e um dos primeiros grupos (para além dos Rammstein, penso!) a terem sucesso fora das suas fronteiras. Sandra Nasic - a vocalista - destacou-se pela sua voz, energia, ritmo e palavras naqueles temas que marcaram - de «Open Your Eyes» a «Lord of the Boards» ou «Rain» (e Innocent Greed, Gogel Up, Big in Japan, No Speech, Mine all Mine, You Can't Stop Me, Living in a Lie, Quietly, etc.s!, sim porque tenho os albuns todos!ahahah).

Ainda me lembro quando os vi, já lá vai o tempo, pela primeira vez (2002 se não estou em erro), no Arraial do Técnico - que concerto!

Mas como tudo, cresce-se, amadurece-se, e isso viu-se e ouviu-se nos albúns do grupo. (Permitam-me destacar ainda «Path» dos Apocalyptica com Sandra Nasic, que tem uma energia estonteante!)

Mas claro, a sede do palco a solo cresceu. O som de Nasic passou para um rock/electro/pop e para uma versão de si mesma mais amadurecida, e livre. Aí está com o single «Fever».

Esperemos que possa vir visitar o «melhor público do mundo», e que cante antigos temas! Nós agradecemos a lembrança!=')



sexta-feira, 13 de junho de 2008

Fernando Pessoa :: 120 Anos


http://www.ehu.es/~uppbacol/Pessoa.jpg

Fernando António Nogueira Pessoa, de seu nome. Nascido a 13 de Junho, em 1988.

Comemora-se os 120 anos do nascimento do nosso poeta Pessoa. Um poeta «fingidor» que encerra em si mesmo vários génios, desde o Caeiro-Guardador de Rebanhos que diz que «há metafísica bastante em não pensar em nada», ao Reis que nos diz que para sermos grandes apenas precisamos ser inteiros, a Campos que «nada o prende a nada».

Mas eu prendo-me na sua poesia que encerra um mundo, os seus mundos e universos numa escrita tantas vezes simples como artilhada de intensidade, de uma complexidade extraordinária.

«Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
(...)
Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias
pessoas,
Quanto mais personalidade eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersamente
atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do Universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora. (...)»
- Álvaro de Campos

Que se fale e escreva sobre ele, para não esquecermos a preciosidade da nossa História, da nossa Cultura, da nossa Língua. =)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Portugal ao Entardecer...

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a Hora! * (Fernando Pessoa , Mensagem)

Achei adequado...

Sem lei nem rei. Não diria com paz porque este país mais parece ter vontade de entrar em guerra. E de facto, é um Portugal a entristecer. Para mim é triste que cheguemos a isto. E este ‘isto’ são vários ‘istos’ juntos. Aliás, eu cá não vou muito à bola com a bola, mas verdade seja dita que se não fosse este embeiçamento pelo futebol que Portugal parava com tanta tristeza. Eu cá parava. Fico perplexa com o facto de haver filas intermináveis para as bombas de gasolina. Pois é verdade que hoje em dia pouco se faz sem o querido automóvel. Pois é verdade que hoje em dia é uma chatice se o carro não fica à porta [de casa, do trabalho, da discoteca, do estádio, do supermercado…seja o que for!]. Mas podia jurar que ainda sou do tempo em que muito boa gente andava a pé, e muitos quilómetros a pé se faziam! E ia jurar que ainda era do tempo em que transportes públicos havia…mas caso não tome vitaminas, a minha memória começa a pregar-me partidas. Mas realmente com o aumento do petróleo, não há quem aguente. Só se fala do mesmo. Alguém pode pedir ao Governo umas subvençõeszinhas e voltarmos todos ao trabalho?! É que não se fala noutra coisa…

Mas há coisas que também passam das medidas… Não há paciência! Que os senhores camionistas exijam uma redução no ISP, tudo bem. Que queiram gasóleo profissional e abolição das portagens… porque não? Mas já agora porque não deixamos todos de trabalhar e vivemos à conta do Estado?

Aliás, podemos criar vários tipos de classes trabalhadoras. Podemos criar castas. Porque não? Com direitos especiais para uns e iguais para outros. Aliás, estive num país onde, mesmo tendo sido abolido o dito sistema, os outcasts ainda pressionam, manifestam, boicotam e fazem parar o país pelos seus ‘direitos adquiridos’. Um país em vias de desenvolvimento… Nós, cauda da Europa ou sem ela, fazemos o jogo ao contrário, um lock out porque queremos adquirir direitos para uma ‘classe’ que acha que não os tem e os merece. Eu também gostava de não pagar 50€ de transportes; a quem me dirijo???

Mas que se passa com este país? - pergunto eu, humildemente claro! Pergunta ignorante, com toda a certeza. Porque eu nem sei do que falo, muito provavelmente. Em todo o caso, note-se que, já estava na altura do Governo intervir. Primeiro, criar meios que permitam uma redução no combustível. Segundo controlar as hostes!!! Porque segundo sei, este país ainda tem lei que se cumpra (de vez em quando pelo menos…). Diria mesmo que Portugal hoje é Nevoeiro, apesar do belo dia de sol…

E porque isto é Portugal e ontem foi o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, porque não espremer o dia e beber o maravilhoso néctar da nossa política… a raça. O nosso PR até fez um discurso ‘porreiro pa’! É que falou no nosso Universalismo e passo a citar “(…)Mas o universalismo português é ainda, na actualidade, um facto bem visível. Um universalismo como aquele de que fala Eduardo Lourenço, quando nos diz “O Universal não é um espaço, é a universalidade do olhar que o pensa.”(…). E esta frase é tudo. E devo dizer que a Universalidade dos nossos politiqueiros de hoje em dia não passa para além de uma bola de golf, se tanto.

Verdade que o Sr. PR teve uma saída não muito feliz. Mas segundo consta o conceito de raça não existe para além do conceito sociológico da coisa, que neste caso, não me espanta. Somos ou não uma raça de aventureiros, perdidos séculos por esses mares, à conquista do novo, do melhor, de novas culturas e povos que nos cativaram, com quem aprendemos, batalhámos, e etcs? MAS, atenção…no nosso passado mal resolvido, naquela época-cujo-nome-não-se-menciona (gosto disto!) aka Estado Novo, a palavra era usada como conceito agregador de uma Nação que sofria a mão forte de um regime. LOGO, deve ser riscada do dicionário, de todos os documentos, e sobretudo não deve ser mencionada por Altas figuras públicas (por acaso não sei a altura do Sr.PR, peço desculpa!), ou não fosse isto uma democracia, como é óbvio!

Conclusão. Esqueçamos todos os importantes pontos que deveriam ter sido focados: como a nossa língua – o português, elemento que une mais de 200 milhões de pessoas. Esqueçamos a importância do investimento estrangeiro, a questão dos emigrantes e imigrantes, esqueçamos a nossa política externa (que o país nem sabe o que isso é), esqueçamos a ‘exigência e o rigor’ connosco mesmos E concentremo-nos na raça. Porque isso é tudo mesmo! É o fundamental da questão. E viva Portugal, porque estamos no bom caminho! E Amén por estes políticos que nos iluminam!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Anoushka Shankar

Quem não conhece esta Diva pode, eventualmente, associar o nome à irmã – Norah Jones, ou ao pai – Ravi Shankar. No entanto, a sua singularidade inverterá, por certo, este facto.

Her name may have brought her to the stage for the first time as a young girl, but it is her talent and vision that have kept her there.

E está tudo dito. Aliás, palavras para quê. Ontem [02/06/08], num CCB composto, a plateia aguardava o concerto tão esperado.

Chegou com um imenso sorriso na cara.


नमस्ते
[
Namaste] diziam as suas mãos e postura, numa delicadeza típica. Sentou-se num palco simples e sóbrio, e fez arrepiar toda uma sala logo aos primeiros acordes.

Com seis elementos em palco, numa sintonia alucinante, variando entre a melodia e um ritmo frenético de levar o público ao êxtase, o concerto foi divino. Atrever-me-ia a chamar-lhe A Jimi Hendrix da Citara – instrumento clássico indiano, de um som que penetra em todos os poros do corpo e nos invade a alma…

Ao ouvir as tablas o meu coração saltou! Senti lágrimas a escorrer pela face que não consegui controlar! Lembrei os concertos que assisti – fui transportada novamente para uma Índia colorida – o verde das paisagens, o azul do céu, o rosa da cidade, o laranja do deserto, o castanho do pó, o roxo dos trovões, os padrões dos sarees, os camelos, os elefantes, os macacos, a arquitectura das cidades, os templos, os sorrisos, os espectáculos, o ritmo, a energia no ar, a espiritualidade, a alegria e a tristeza… transportou-nos com o seu talento, simplicidade, elegância e humildade de quem vai dar muito ao mundo.

Para mim é apenas Anoushka, de um talento espantoso que deu, no registo, um dos melhores concertos da minha vida!

Convido-vos a ouvir no seu site.

domingo, 1 de junho de 2008

Puzzle...

Cheguei...finalmente cheguei. Nem acredito. Tudo parece novo, diferente...Portugal é tão lindo e verde e azul e branco e espaçoso...


O regresso a casa - as pequenas coisas boas da vida – o meu sofá...aiiiiiiiii, como é bom um sofá confortável! Resolvi ligar a televisão (até julguei que já não o sabia fazer!), seguidamente apenas com um pequeno botão faço zapping. Rapidamente chego à conclusão de que os poucos quatro canais que tenho já são demasiados.

Tiro o som. Observo. Penso – o que é isto?


Meio ano fora de casa e nada mudou. Aliás, parece-me bem pior.



Não percebo...


O petróleo sobe de preço e lançam-se sardinhas ao chão como se não houvesse amanhã. Como crianças ricas e mimadas de um país rico e civilizado onde se bate o pé e que não tem ninguém a passar fome. A crise do sector não deveria ser, já de si um elemento importante para poupar todas as sardinhas?... Tanta gente que as comeria, mesmo do chão...Não percebo.

Mais um canal, futebol...porque não?! Bandeiras nas casas, deuses em terra e esperança no ar. Vai-se respirar futebol neste país até...



Não percebo...


Mudo de canal. PSD. A primeira mulher a ser eleita Presidente de Partido. Parabéns! Mas é tema pior que as pilhas Duracel... dura e duraaaaaaaa....


Mudo de canal. Vejo desenhos animados...rapidamente me farta.


Abro o jornal, na esperança de algo novo – ao que me atreveria a chamar de informação, talvez diferente – quiçá um pouco mais que o nosso pequeno umbigo!, que não sempre a mesma coisa – futebol, politiquices ou futebol.

Portanto,


Novidades:


– há um mês que as eleições do PSD dominam a imprensa, quase como se fossem presidenciais (da República e não de UM partido...);


- há (a) crise no país;


- ou o sermos a cauda da Europa (adoro optimismo!).


Futebol - os meninos do futebol de peito inchado lá vão representar um país que só se lembra de desporto quando o 11 vermelho se junta em campo em torno de um bola.


Aqui me confesso. Deixou-me bastante feliz que durante a minha viagem algumas (poucas) pessoas saibam o que é Portugal – Cristiano Ronaldo ou Figo. Porque não? Ao menos andamos aí na boca do mundo. Não importa que não saibam onde é Portugal ou que língua se fala, ou que conquistámos o mundo (por exemplo, Goa, Damão e Diu...), o importante de transmissão de cultura é que se divulgue o português por esse mundo (fazendo cedências no Acordo Ortográfico, quando os portugueses nem Português conseguem escrever hoje em dia...), com jornais informativos como o Record ou A Bola.

Porque não?!


Mas, a minha dúvida é...num país em crise, que reclama dos governos e de quase tudo que se mexa no mundo da política, tem ainda a capacidade para ferver com um desporto onde os meninos ganham bem mais num dia do que muitas pessoas em duas vidas...que falam de nariz empinado e pouco correm. Alguém me disse que coitadinhos correm muito e chegam a meio da vida sem poder fazer nada porque aquilo é o seu trabalho. Claro que pensei que num país perfeito como o nosso, não deveria haver mais ninguém que pudesse sofrer acidentes de trabalho, que todos tivéssemos seguro de saúde/vida ou ganhássemos muito bem.

Posteriormente surgiu-me ainda a triste ideia [de certeza para muita gente] de porque raio é que em ano de Jogos Olímpicos (acho que estou no ano certo...pelo menos ouvi, li no estrangeiro...aqui não sei bem...) ainda não vi ou ouvi uma única imagem ou palavra de apoio a todos os que nos vão representar. Somente aquela menina, cujo-nome-de-certo-todos-bem-sabemos, que vai ganhando todos os campeonatos do Mundo por onde passa...mas ainda assim fico a pensar se só temos 12 pessoas a representar Portugal ou se temos sequer desporto em Portugal... ou se estamos deveras em crise, tanto que todos os outros desportos foram extintos, ou se há informação neste país, ou se existe mundo para além de Portugal...começo a duvidar disso...e se o há devem ser ou tabu ou aliens...


Devo ser eu que não percebo o puzzle...!

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1 de Junho
E porque hoje é Dia de todos nós... FELIZ DIA DA CRIANÇA! =D

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Por todos em Jaipur...

...Depois dos terriveis e inesperados acontecimentos reportados em Jaipur, e feliz por todos os que conheco estarem bem, presto a minha humilde homenagem por todos os que sofreram tamanho infortunio.


Na esperanca de que todas as velas que se acenderem possam transmitir alguma luz a todos os que, atraves da violencia, procuram atingir algum tipo de proposito...
PAZ!

sábado, 26 de abril de 2008

Final Countdown

O final esta para breve... passou tao depressa que nem da para explicar o quao depressa passou! Daqui a um mes ja vou estar de volta.

Quero ir para a praia...
Quero por os pezinhos na areia, estender a toalha, ouvir o mar e ler um livro.
Quero passear e olhar as coisas como se fosse a primeira vez.
Nao vou aplicar saudades porque essa palavra deve ser usada ao que nao teremos mais, e daqui a um mes estou de volta!

Terei tempo para actualizar novamente o meu querido blog, para pensar no mundo e escrever sobre o mundo...
Ta quase! =)
P.S.- Nao se esquecam do 1 de Maio! ahahahahaha