(30 Seconds to Mars - Was it a dream?)
What a song... Just can't take it off my head... ;)
Porque a vida é feita de sonhos e interrogações, que nos movem, que nos guiam. Este espaço será de reflexão sobre aquilo que é e não é, sobre o que poderia ser. Escrever, divagar, pensar o mundo, a vida, o que nos rodeia...porque somos seres livres e imperfeitos, porque somos humanos e comunicativos. Interessemo-nos. Questionemo-nos. O Mundo é a nossa casa e todos nós, enquanto pequenos átomos deste imenso Universo, fazemos a diferença…
(30 Seconds to Mars - Was it a dream?)
What a song... Just can't take it off my head... ;)
(Foz do Arelho por Cláudia)
Whatever tomorrow brings, I'll be there
With open arms and open eyes
So if I decide to waiver my chance to be one of the hive
Will I choose water over wine and hold my own and drive?
It's driven me before
And it seems to be the way that everyone else gets around
But lately I'm beginning to find that
When I drive myself my light is found
Hold the wheel and drive?
A Romaria...
Estava no trabalho e a adrenalina já me invadia...saí e fui a correr para casa. Tinha que trocar de roupa, levar o meu muito old school casaco da Adidas e tomar as drogas para ver se o mau-estar desta constipação me passava... Saí de novo a correr e fui po Oriente...ainda consegui ouvir algumas músicas que tinha no mp3 até as pilhas acabarem. Mas tava quase a chegar.
Lá fui ter ca Nhukita linda que já pa lá andava. A bela da esplanada com vista para o Pavilhão Atlântico... meter a conversa em dia, comer qualquer coisa...já se ouvia a banda de abertura.
Lá fomos. :)
More than a Thousand.
Eu e a Nhukita lá entramos cedo, mas não o suficiente para todo o reportório de More than a Thousand. Mas bem...que poder que aquela banda tem! Ouvimos a última música (chegámos à conclusão que para grande tristeza nossa!) e távamos a delirar com aquilo! Entretanto viva o Myspace! lol :)
INCUBUS
Um bocado à espera...mais uns dedos de conversa, mais o cheirinho a cão que andava no ar...e as luzes apagaram....o delírio! Mesmooooo!!!
A setlist foi:
Quicksand - A Kiss To Send Us Off - Wish You Were Here - Have You Ever - Anna Molly - Paper Shoes - Warning - Redefine (Acoustic) - Drive (Acoustic) - Earth To Bella pt. I - Under My Umbrella - Light Grenades - Love Hurts - Sick Sad Little World - Dig - The Warmth - Pistola - Megalomaniac
Foi uma grande concerto é o que vos digo!!! O Brandon lá foi dizendo "Obrigado" num português perfeito, e ainda que nós somos o melhor público do Mundo!!!! :) Mas isso já sabíamos!!! lol Podemos ser poucos, pequenos, mas nos concertos levamos as bandas à loucura!!! É isso que dá gozo!
Houve momentos de grande êxtase...numa sintonia perfeita, numa melodia que fez vibrar o Atlântico!!! Houve isqueiros no ar...houve braços no ar...palmas, e mais palmas!
INCUBUS não se explica...sente-se, ouve-se, canta-se!
Obrigada e voltem mais vezes!!! :)
Ahhhhhhhhhhhh, já agora...para quem não sabe. Incubus colocaram um concurso via internet para que fizessem o teledisco para a música Dig, do novo album - Light Grenades. A verdade é que, por esse mundo fora, foi um português a ganhar!!!
Carlos Oliveira, a.k.a. Kaamuz é designer, tem 26 anos, é natural e residente em Espinho e é o vencedor do concurso I Dig Incubus. A sua curta de animação baseada nos desenhos para o novo album foi a base de inspiração e diga-se de passagem, não imagino aquele teledisco de outra maneira! :)
Aqui fica o teledisco e uma foto do Carlos com os Incubus em Los Angeles.
Late at night as I was walking on the street I suddenly realise that the silence had company.
Looking around, I see the leaves dancing on the ground, chanting with the wind…
Contemplation…
Beauty is in every little thing…
Cláudia
8 Fevereiro 2007

A Kiss To Send Us Off (live) - Incubus
Podia dizer tanta coisa... meter 1001 músicas deles...pensar em cada palavra, sentir cada vibração...
Falta exactamente um mês mas o bilhete já cá canta....
Countdown!!!
5 de Março de 2007
Pavilhão Atlântico
Vemo-nos por lá!!! =)
É impressionante como quando a noite cai tudo fica silencioso, tudo ganha outra beleza. Talvez porque fiquemos mais atentos não só ao que nos rodeia, como aos próprios pensamentos que surgem como pirilampos, como que pequenas luzinhas por entre o escuro. Tal como a luz que passa por entre os estores e se cola na parede...é engraçado!
É quase como imaginar o imenso Universo que me cerca, onde sou não mais que um grão de areia, onde sou não mais que um qualquer bilionésimo de microsegundo por entre a História universal...sinto-me pequena, o tempo faz-me sentir efémera...é neste preciso momento que quase sentiria a minha vida passar ao lado...mas como o que levamos desta vida são as nossas memórias, ainda sou feliz. Feliz, talvez adjectivo também ele efémero...contudo, naquele pequeno momento em que o sol me bate na cara e me sinto viva, é o que basta para saber que há algo mais a viver. Quando penso neste Universo infinito, gostaria de poder viajar por este Mundo finito. Há tanto mundo lá fora que quase me sinto presa neste pequeno país. Se os sonhos fossem ondas julgo que seria um oceano atribulado...
Sendo que tudo é feito de um futuro que não chega, vejo-me agarrada a um presente que se vive com uma meta que está já ali ao lado e cuja linha é tão ténue e francamente tão diferente como uma ida de foguetão ou olhar um precipício...
17-05-06
Cláudia
Confesso que me sentei em frente ao computador...respirei fundo....respirei fundo novamente, e mais vinte vezes.
Olhei novamente para o ecrã do computador e respirei fundo uma última vez antes de começar a escrever. Só por um simples facto...a minha revolta é tão grande que em cada palavra que me passa pela cabeça tenho que procurar os adjectivos mais adequados para se enquadrar naquilo que considero ser o meu ser racional.
Tudo começou naquela primeira grande greve do metro que me catapultou para a confusão que são os transportes numa amálgama confusa de trânsito...não havia grande problema até porque ia a ouvir música só para não ouvir o típico reclamar português no autocarro, e num dia de Inverno o solinho que estava caía mesmo bem...até...
Acho que fiquei em estado de choque, revolta profunda, transtorno total!!! Não podia acreditar no que me tinha passado pelos olhos!
Impensável!
Para mim aquilo foi o descalabro. Ainda que pensem que isto possa ser algum tipo de histerismo, a verdade é que, para mim, pensar que em 8/9 anos desde o último Referendo as mentalidades não evoluem, é grave.
Para mim, foi muito grave, observar em outdoors frases como “Vote Não porque já bate um coração” ou “Porque é que os seus impostos hão-de servir para pagar clínicas de aborto?”. Não sei se é indecente ou de uma profunda sensação gregorial! Mas que me irrita, irrita! Só por um motivo (vírgula, mais uns quantos...)! Pressupõe-se [julgava eu...] que, num Estado Democrático se preste o serviço de Informar, de se tratar as questões com respeito e imparcialidade para que, cada um, na sua consciência, presente e futura, possam avaliar as implicações dos seus actos. Julgo eu que, de uma forma bastante simplificada, se possa chamar a isto Cidadania e Responsabilidade.
Assim, por favor, com o devido respeito que todas as opiniões merecem, alguém me explique como é que, com aquele tipo de pergunta se presta informação, esclarecimento ou consciencialização para o problema que vai ser referendado. Alguém me explique porque é que a questão que vai ser referendada é distorcida e tratada levianamente, puxando pelo sentimentalismo-moralista-que-não-resolve-e-condena. Estes outdoors são, para mim, publicidade que considero quase criminosa para todos os ignorantes que se recusam a pensar por um pouco que seja na questão, indo atrás do que os outros acham correcto, só porque sim! Aliás, neste caso, só porque não....
Então coloco a questão: o referendo vai colocar na mesa uma frase cujo cerne é muito simples – somos a favor ou contra a Despenalização? É só isto! Apenas isto.
Da minha boca, nunca!, ninguém, vai ouvir que sou a favor do aborto e, sinceramente, quem o disser levianamente é porque não sabe o que está a dizer. Eu não sou a favor do aborto. Ainda assim não posso, com o meu voto, restringir uma mulher (porque infelizmente não são os homens que vão parar à prisão...e peço desculpa q.b. para quem sentir que isto foi um qualquer tipo de ofensa) de, sobre o seu corpo, em consciência e com o peso que isso acarreta, avaliar as suas razões e agir de acordo com a sua realidade, num local seguro, higiénico, com acompanhamento médico, psicológico, em detrimento a anos de prisão.
Eu sou a favor da Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez.
Português difícil ou é possível vislumbrar a luz ao fundo do túnel?
Passo a explicar as minhas razões [possivelmente mais elucidativas no comentário que está em “anexo” que coloquei no blog No Largo da Graça]. Coisa que todos deveríamos ter – opinião formada, racionalizada, independentemente de crenças, credos, moralismos e afins. Aliás, um referendo é um apelo a isso mesmo – a conscientemente votar – exercendo o nosso direito e DEVER de cidadania.
Mas há mais... ao ler o «Público» [Jornal Público, Quarta-Feira, 17 de Janeiro de 2007, pág.13] não sei se me choca mais o facto de se apelar ao bolso dos portugueses para votar ‘não’ ou à [suposta] fé eclesiástica, cristã (bla bla bla), de puro sentimentalismo grotesco e ameaçador como a «Acção Família» vai fazer com cerca de 2 milhões de panfletos que vão ser distribuídos nas caixas de correio com “coisas” contra a “liberalização do aborto” nos quais afirmam, e cito:
- “Nossa Senhora chora (...) por milhares de inocentes que podem perder a vida antes mesmo de dar o primeiro gemido” [ainda bem que todas as crianças que vivem em orfanatos, cheias de traumas, são felizes, não chorem por elas que não é preciso....];
- a Acção Família “não está de acordo com o assassinato brutal de inocentes ainda no ventre materno”, reiterando ainda que, “Esta é a resposta que Nossa Senhora espera de si.”;
- citando directamente o jornal: “(....) O panfleto serve, simultaneamente, para promover um ‘estojo do Terço da Vida’ e o livro O Rosário da Vida, “com meditações para rezar o terço em desagravo ao referendo, que, por si só, já constitui uma ofensa a Deus” [nem comento...nem comento...nem comento...nem comento...nem comentooooooo!];
Mais?
O Cardeal Patriarca também reafirmou [Público, idem] a sua oposição à despenalização porque “uma lei que permita a destruição da vida humana é um atropelo de civilização, sinal de desvio preocupante no conjunto de valores éticos que são a base das sociedades humanistas, tão arduamente construídas ao longo de séculos”. [Prefiro não comentar, porque o que me vem à cabeça pode suscitar a fúria de alguém mais fundamentalista – há que reconhecer o papel da Igreja na construção das sociedades, a sua bem-aventurada Inquisição, e o seu tão recto percurso na História, com nenhum apelo à profunda fé avestruzana e sou-sempre-Eu/Igreja-que-tenho-razão....isto não foi um comentário!]
Mais?
Também gostei de ver e, infelizmente, ouvir, num canal público, alguém da Plataforma Não Obrigada! dizer que se deve votar contra o aborto porque é uma clara discriminação de quem não se pode defender. [claro que sim. Cada um acredita no que quer...óbvio (sem ironia e com o respeito máximo, sem qualquer tipo de questão e comentário). Ainda assim cientificamente/eticamente não está formada uma opinião relativa à concepção humana, mas preocupemo-nos com a discriminação no ventre porque a que há na sociedade, felizmente, já não existe!....]
E pronto...haja informação, consciência, responsabilidade.
Respeito? Por todas as opiniões em cima citadas. Com mais ou menos “simpatia” por umas e outras.
A minha opinião? Não interessa. É apenas mais uma em 11 milhões. Mas uma que vai votar. Como todos deverão fazer! A minha opinião, provavelmente, só interessa a mim. Daí este manifesto. Manifesto contra estas “políticas”, contra este show-off que tantos gostam de fazer na televisão, contra o pensar no longo prazo, contra o pensar no bem comum, contra tanta coisa...
Eu acredito profundamente na Democracia, acredito na liberdade de expressão, acredito no respeito pela liberdade do próximo, acredito na racionalidade humana, acredito que possamos pensar com a nossa cabeça, acredito na nossa evolução, acredito que haverá muito pouca abstenção, acredito na Utopia...dia 11 logo se vê se vale a pena ter fé...
Ficam ainda, alguns Números [«Público», 10 Dezembro de 2006, p.13]
Para terminar, quero apenas colocar aqui um comentário que fiz no blog, «NO LARGO DA GRAÇA»- http://lagra.blogspot.com/, onde esta questão surgiu há algum tempo. Devido ao tema, sempre que pude, fui espreitando os comentários. E continuei caladinha a ler atentamente a opinião de cada um até ao ponto de saturação em que me decidi em pegar em alguns argumentos expressos para contestar o «porque sim» ou «porque não». Cada um tem a sua opinião, e esta é a minha. Desculpem se parece um testamento exasperado, mas foi essa a reacção que alguns comentários me suscitaram e desatei a escrever...
«CONCORDA COM A DESPENALIZAÇÃO DA INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ, SE REALIZADA, POR OPÇÃO DA MULHER, NAS PRIMEIRAS DEZ SEMANAS,
É esta a questão que, em princípio, será colocada aos portugueses. Ou seja, somos chamados a responder a um apelo, a um referendo para decidir um assunto de tão grande importância.
Começo por referir que não li ao pormenor todos os comentários (por serem imensos) mas que não pude deixar de observar alguns pormenores que me deixaram um pouco assustada.
Comecemos pela questão do voto. Caro Jm, confesso que é de minha profunda admiração que se troque um direito (conquistado se bem se recorda) por um dia de sol! Ainda mais me frustra que muitos como o Sr. tenham essa mentalidade e não exerçam o seu direito e Dever enquanto cidadão português.
Adiante.
A questão
Engraçado
1- gostamos muito de falar em adopção. É tudo muito bonito se o nosso sistema funcionasse…Se os portugueses preferissem crianças/adolescentes, os quais parecem ter um prazo de validade que caduca após uns anos de vida (julgo ser dos 6-18 anos a taxa para ter uma família diminui radicalmente). E por favor não me venham dizer que temos muito boas instituições, pois tenho exemplos práticos de que não temos, para além do mais, mesmo as Associações Pró-Vida e afins gostam muito de aplaudir o seu trabalho às mães. Mas gostava de saber números certos, porque umas centenas não faz juz ao número (milhares?!) de mulheres que vão a Espanha.
2- isto abre uma outra porta. A lei que existe não passa de areia para os nossos olhos!!! E enquanto isso, continuam os relatos de mulheres que para além de rios de dinheiro que gastam ( e que, como alguém disse os “filhos” arremedeiam-se por cá, os “meninos” vão para onde o dinheiro pode salvar a família da “vergonha”), não têm o mínimo de condições higiénicas e onde autênticos carniceiros, sem o mínimo de qualificações as atendem! Não sejamos hipócritas! Esta é a realidade, porque ela não desaparece por causa desta lei, continua a existir! E este é o ponto fulcral – despenalizar, para que hajam clínicas onde existam condições (a todos os níveis) para que num acto extremo (não vale sequer colocar razões porque cada um tem as suas e quem julga está no Céu!!) a mulher tenha condição de ir para casa e viver com aquilo que praticou, e não corra o risco de se esvair em sangue antes de conseguir chegar a um hospital.
3- julgo que terá sido a Valéria que disse que «não devemos usar a ivg como uma espécie de método anti-concepcional». Para além de redutor da situação que existe em Portugal é ignorar o actual sistema que existe para se esconder atrás de uma ideia simples: defender qual das “vidas”, a da mãe (sim porque os “pais” muitas vezes nem existem, pelo simples facto de que não lhe pesa a eles!) ou da “criança”?
“Criança” esta não cientificamente provada, mas dogmaticamente defendida pela Igreja – a mesma que não aprova o preservativo, a mesma que continua a tapar o sol com a peneira em países cujo HIV/SIDA continua a alastrar a olhos vistos…(outra estória…)
O facto é que pensar sequer que uma prática evasiva e traumatizante se possa tornar um método (nem podemos usar anti-concepcional, porque JÁ foi concebido!) é ultrajante para as mulheres!
4- (…continuação - Informação: ) afinal, a informação não existe?! A Igreja enquanto instituição não deveria igualmente prestar essa informação? Não devíamos todos nós?! Aos vossos filhos, sobrinhos e afins?! Como é que podemos falar em informação quando, segundo bem me lembro, tivemos a discussão ridícula em Portugal – colocar ou não colocar caixas de venda de preservativos nas escolas -?! A resposta foi não. Curiosamente surge um novo fenómeno que preocupa a população médica – a pílula do dia seguinte, ela sim usada como método anti-concepcional e não como um último recurso, e este com repercussões que ainda são desconhecidas no longo-prazo!
Informação!? Podemos mesmo falar em informação, quando há décadas que esperamos por cadeiras de Educação Sexual? Quando nem professores especializados existem para essas matérias?! Isto é que é ridículo!!! Este país!
Querem duas visões simples deste referendo?
1- O «Não». Ninguém vai votar porque se vai para a praia, ou porque se vai passear o cão, ou porque a prima faz anos e não apetece. Os médicos, enfermeiras, e acusadas (sim porque não me lembro de ter visto nenhum homem no banco dos réus! E curiosamente são os homens que fazem “as crianças” e as mulheres que vão para a prisão!!!), continuarão a ser punidos. Espanha continuará a lucrar com os desaires portugueses (para variar), para quem possa pagar. Em Portugal vai haver gente nojenta que sem condições perpetua a carnificina às mulheres. Continuará a Não haver educação sexual. Continuará tudo na mesma. Quem beneficiou? Ahh, as “crianças”, sim... Certo.
2- O «Sim». Porque existem cidadãos que votam, ou porque em AR se decide aquilo que o povo quis ignorar. Ainda assim, a Despenalização da gravidez será uma realidade à qual o país terá de acudir. De qualquer modo, quer com sim ou não, as clínicas espanholas virão para Portugal. Em locais legalizados os médicos poderão prestar os cuidados necessários à realização de tal acto. Espera-se que toda a questão suscite uma vontade geral de mudança: educação sexual, informação NAS escolas não só sobre a temática, os riscos, sexo, contraceptivos, etc.
A verdade é que EU sou a Favor da Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez. Não consigo sequer imaginar as razões que levam uma mulher a tal acto – não consigo julgar quem o queira fazer por razões “de ser cedo de mais”, “porque o namorado/marido não quer assumir”, “porque a família não quer essa vergonha”, ou alguém que por razões económicas, sociais, habitacionais já não tenha condições para colocar um ser (para sofrer) neste mundo.
Muitas vezes interrogo-me quantas dessas pessoas a favor do não já falaram de boca cheia, por exemplo, em relação à pena de morte – “se é culpado deve pagar”, “matou o outro, deve morrer”, e agora, quando falamos em despenalização de uma prática que existe na clandestinidade, com todas as consequências inerentes a isso, abrem a boca para dizer que não. Mas claro, esqueci que não é a mesma coisa - Uma pessoa feita e uma não feita.
Vamos continuar a ser hipócritas e a colocar no banco dos réus aquelas pobres mulheres que tiveram o azar de ser denunciadas?
Quem é a favor do Não, pode mesmo ir passear à beira-rio, porque se não querem fazer filhos não os façam, se acham que existe informação divulguem-na, se acham que existem instituições apoiem-nas, se acham que a lei que existe é suficiente para os casos que Portugal vive, fiquem
Obrigada.
Cláudia
03:50 »
Um simples ‘Não’, não resolve!!! Um ‘SIM’, não resolve mas despenaliza!...
Caríssimo Alberto Adamastor...
....será que ainda vou a tempo de rectificar tão grave falha cometida pela minha pessoa?
Confesso que o tempo voou mais depressa do que eu pretendia. Sobretudo, ao ver a aproximação do final de ano, julgo que fechei para reflexão, e tendo tanto para contar preferi remeter-me ao silêncio. Há momentos assim...em que o silêncio diz tudo.
Contudo, peço desde já desculpas ao mundo bloguístico por não ter expressado veementemente os meus mais sinceros votos de Boas Festas aos visitantes, tanto pela quadra Natalícia como para este Novo Ano de 2007.
Nos meus momentos de introspecção reparei (por mais ridiculo que possa parecer) que 2006 passou a correr....Passaram-se 12 meses. 365 dias. 52 semanas. 8760 horas.
Números...
Tão rápido.
Em cada memória, um sentimento. Em cada sentimento, um momento gravado nesta pequena caixinha que nos faz viver. As memórias fazem parte de nós. Aprendemos com elas. Sentimos saudades. Tristeza. Alegria.
Mas passou.
Agora, para estes novos meses, semanas, dias, horas, minutos, segundos...Desejo a todos, que os tornem Inesquecíveis!
Vivamos.
Aprendamos.
Atrevamo-nos a Sonhar.
Que possamos lutar por tudo o que queremos...porque o Céu é o Limite.
Sorriam! Sejam Felizes. Façam todos à vossa volta Felizes!
Tudo de Bom a todos os níveis... por mais cliché que pareça...
" A nós! Aos que gostam de nós!!...e o resto........." - HAPPY NEW YEAR!!! :)
*beijinhosssss&abracinhosssss* e Voltem Muitas Vezes!!! ahahahahaha
Cláudia
P.S.-Obrigada Adamastor! ;)
Pois é, o Pai Natal existe! E isto está Marklmente provado!
Ao raiar do sol... no primeiro abrir da pestana, mesmo logo a seguir ao movimento de ligar o rádio, inicia-se um despertar calculado até chegarmos ao segundo em que ouço aquela música aparentemente saída de uns quaisquer desenhos animados «porquê, porquê, porquêeeeeee...». Não pensem que falamos de existencialismo. Não! Vai muito além disso!
O Markl presenteia-nos, logo bem cedo, com aquele seu humor pseudo-cientifico-inteligentemente refinado. Muito característico. No seu programa o «Livro dos Porquês», dá uma explicação plausível, muitas vezes vinda da área da teoria da conspiração, para aqueles dilemas que arrecadámos no fundo do baú, para não incomodarem a nossa existência.
Hoje foi um desses dias.
Em devaneio organizacional, tento meter o ouvido à escuta, e prestar atenção.
É o Pai Natal. Sim, vai falar do Pai Natal... podia esperar tudo... menos o que se seguia...
Afinal, aquele Sr. de Barba Branca, denominado Pai Natal, com a sua enorme barriga não é um produto da imaginação infantil!
Todos nós já deixámos bolachas e leitinho ao Pai Natal. Muitos de nós já não acreditam no Pai Natal...mas desenganem-se, porque o Pai Natal existe! Existe mesmo.
Contudo, nunca me tinha apercebido que vivemos numa sociedade capitalista, e o Pai Natal, foi também corrompido! Hoje em dia, o Pai Natal não aparece pelos céus do mundo, com o seu trenó e as suas renas simpáticas, porque simplesmente assinou contrato de exclusividade com a Coca-Cola! Mas é só e apenas isto!! Hoje em dia ele ganha a vida não pela via da filantropia mas sim a fazer campanhas publicitárias, e raramente aparições públicas. E tudo isto, pago a peso de ouro.
Afinal o Pai Natal existe...sorridente, barrigudo, branquinho, como sempre o conhecemos. Começou foi a pensar nele próprio, e no seu futuro eterno. Globalizou-se pelo mundo e vai-se promovendo como pode, e ao dito refrigerante!
E os direitos de autor? E os que se fazem passar por ele? Não deviam ser punidos?
Só me pergunto...afinal quem é que distribui os presentes actualmente? A Mãe Natal?! E o que é feito das renas? Estão em algum Jardim Zoológico para serem visitadas?
O Markl explica... e eu questiono! :)
Quem vir o Pai Natal, por favor contacte-me! Tenho uma lista imensa de presentes para solucionar! LOLOLOL!
Para mais informações, por favor contactem o N.ºBranco (por certo escondido debaixo de algum código de barras...)
P.S.- Se quiserem ouvir a versão original (lol!), vão a http://195.245.179.232/EPG/radio/EPGprogImprim.php?p_id=2629&e_id. Espero que dê, senão é porque o Pai Natal foi raptado, e desta vez, talvez por seres verdinhos de outras galáxias! :p
« The artist is a man who must go beyond the individualist stage and struggle to reach the collective stage. He must go further than the self - strip himself of his individuality, leave it behind, reject it - and plunge into anonymity.»
Interview with Georges Charbonnier, 1951
«O Centro Interdisciplinar de Pesquisa
A equipa responsável pelo Portugal MUN 2006 têm a enorme honra de anunciar que a realização deste evento vai regressar à cidade na qual surgiu pela primeira vez em 2002. Assumindo a responsabilidade de realizar o V Portugal MUN é nosso objectivo agir no sentido de manter os padrões de qualidade e ambição que o evento acarreta desde a sua fundação.
O Portugal MUN é uma simulação do modelo de funcionamento da Organização das Nações Unidas (ONU) e dos seus diferentes organismos associados. O Portugal MUN tem como objectivos proporcionar o contacto directo com o método de procedimento deste importantíssimo palco de negociação internacional, bem como de promover o intercâmbio de ideias entre os estudantes, independentemente dos cursos e/ou dos estabelecimentos de ensino a que estes pertencem. Durante os dias em que o evento terá lugar, os temas centrais estarão relacionados com a actualidade internacional. Esses temas serão os tópicos das várias discussões a decorrer ao longo dos quatro dias.
Os estudantes do ensino superior de todo o país são convidados a formar delegações ou a participarem a título individual, para representarem um determinado país num determinado órgão internacional em acção nesta edição do Portugal MUN. Os órgãos nos quais se podem inscrever são: o Conselho de Segurança, Conselho de Direitos Humanos, o Conselho Económico e Social, o Banco Mundial, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e o Programa das Nações Unidas para o Ambiente.
No decorrer das actividades, no primeiro e último dias, incluir-se-ão conferências que contarão com a presença de convidados de honra, personalidades de eminente relevância nas Relações Internacionais, possibilitando aos estudantes um contacto directo com alguns dos grandes pensadores e decisores do Sistema Político Internacional. Várias Organizações Não Governamentais marcarão também a sua presença e outras iniciativas irão ser desenvolvidas no intuito de tornar o projecto o mais próximo possível da realidade.
Saudações Académicas
CIPRIC
portugalmun2006@gmail.com »
Frequentemente, o agressor é um membro da sua própria família ou alguém conhecido.
De 25 de Novembro a 10 de Dezembro de 2006, a Amnistia Internacional vai realizar uma acção diária no contexto da campanha global "Acabar com a violência sobre as Mulheres".
Durante estes 16 dias você pode participar numa acção diferente, todos os dias. Ajude-nos a divulgar este escândalo de direitos humanos e faça com que os governos cumpram as suas obrigações de proteger as mulheres.
Seja um activista na luta contra a violência doméstica!
Como pode fazê-lo:
· Histórias de Casas-Abrigo:
Todos os dias você pode ajudar a introduzir melhorias numa casa-abrigo.
· Marcha contra a violência doméstica
Jogue o jogo online e junte-se à marcha virtual da AI
http://www.amnesty.org/svaw_dv/march/eng/»
Fonte: www.amnistia-internacional.pt
Como é que seria a violência sobre mulheres num mundo visto à escala reduzida, numa aldeia global de 1000 pessoas? (os números são baseados nas estatísticas da ONU, OMS e organizações governamentais e não-governamentais)
Violência na Família:
A violência no seio da família assume formas diferentes - desde a agressão física à agressão psicológica, como intimidação e humilhação, incluindo vários comportamentos controladores, tais como, isolar a pessoa da sua família e amigos, controlar e restringir os seus movimentos e o acesso á informação ou ajuda.
Violência Sexual:
A violação é a forma mais violenta de violência sexual. A violação está também associada à gravidez não desejada e às doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV/SIDA. Contudo, a violação não é muitas vezes denunciada devido ao estigma que lhe está associado, e muito menos vezes é punida.
Mulheres e a Guerra:
A violência sobre as mulheres durante conflitos atinge proporções epidémicas. A violação em massa é usada frequentemente como arma de guerra, com o agravamento de, durante o conflito as mulheres serem forçadas física e economicamente a tornarem-se prostitutas, para assegurar as necessidades básicas da família. A guerra prejudica as mulheres de outras formas - as mulheres e crianças constituem a maioria dos refugiados e internamente deslocados.
Práticas Nocivas:
Praticamente todas as culturas do mundo contêm formas de violência sobre as mulheres que são quase invisíveis, porque são vistas como 'normais' ou 'habituais'.
Em Portugal (dados de 2002)
De 11677 ocorrências criminais registadas pela PSP e GNR no contexto de violência doméstica:
Também em 2002, num total de 462 crimes de Maus Tratos do Cônjuge ou Análogo, sendo as vítimas:
E ainda os dados da linha verde (Serviço de Informação a Vítimas de Violência Doméstica), relativos a 2003:
Alguns sites para visitarem:
http://www.amnistia-internacional.pt/agir/campanhas/violencia/index.php
http://www.amnesty.org/svaw_dv/march/eng/
http://web.amnesty.org/actforwomen/shelters-251106-index-eng
Se chegaste aqui, passa a palavra... Se sabes de casos, denuncia! É crime!
OBRIGADA!
A todos vocês que por aqui passam, anuncio a criação de há um novo espaço no mundo bloguístico - Tertúlia do Pirilampo - http://tertulia-pirilampo.blogspot.com/ . Talvez devêssemos fazer uma festa de inauguração, mas aquilo que é bom sabe-se e transmite-se rapidamente e espero que assim suceda. ;)
Desde já, quero agradecer ao Tacci [http://www.portugalcaramba.blogspot.com/] pela cedência da imagem que criou para nós e para o novo blog. A ideia que queriamos vimo-la retratada e é linda!! Muito Obrigada Tacci! :)
«Dois professores canadianos foram autorizados a fumar marijuana por razões médicas em salas ventiladas nas universidades onde trabalham, deixando certamente invejosos muitos dos seus alunos. Os docentes, um da universidade de Toronto e outro da de Iorque, sofrem de problemas de saúde crónicos, que podem ser aliviados com o recurso à marijuana e estão entre os 1500 canadianos autorizados a consumir esta droga por motivos terapêuticos. No entanto, para conseguirem exercer esse direito no local de trabalho, travaram uma batalha jurídica com as universidades. "Sem os medicamentos desequilibro-me, fico incapaz de realizar de forma produtiva e útil o meu trabalho", afirmou Brian MacLean, professor de criminologia da Universidade de Iorque, que sofre de uma forma severa e degenerativa de artrite. "A marijuana ajuda-me a manter a mobilidade mas também me alivia as dores, permitindo-me concentrar no trabalho." MacLean demorou três meses a convencer a universidade onde trabalha a criar uma sala para poder fumar, uma luta que Doug Hutchinson travou durante um ano. Por isso, o docente de filosofia acredita "que agora, a próxima pessoa a pedir o mesmo não demore mais de um mês" a conseguir exercer o seu direito. Brian MacLean diz que durante os três meses em que o processo se arrastou fumou charros às escondidas nos limites da universidade, uma atitude que o deixou profissionalmente vulnerável. Agora usa um vaporizador especial que lhe permite absorver, tranquilamente, numa sala, os componentes médicos da marijuana.
Desde 2001 que o uso terapêutico da marijuana é permitido no Canadá, onde a droga é cultivada pelo Governo numa mina abandonada em Flin Flon, Manitoba, vendendo-a aos doentes autorizados a 3,6 euros o grama.»
in Público, Terça-feira 14 de Novembro
Amo...
... chegar logo de manhã ao Chiado, sair do metro e sentir o frio na cara,
... estar a ouvir a minha música, olhar em redor e ver a agitação matinal,
... ver chover,
... ver os passarinhos pousarem na minha janela,
... ouvir o barulho do eléctrico a passar,
... ver o vento soprar e as antenas a abanarem,
... ver os últimos raios de sol e as luzes acenderem...
... ver surgir um outro mundo...
... Amo,
... ver as pessoas passearem, os turistas falarem nas imensas línguas que existem,
... descer a rua, sentir o "cosmopolitanismo",
... os feitios, as cores, as roupas,
... a diferença e a igualdade,
... ver os malabaristas na sua simplicidade, na sua filosofia de vida entreterem os transeuntes,
... passar por aquela florista e ver as novas flores que estão em exposição, as novas cores e cheiros,
... Amo,
... esta calçada desregulada, tão típica, tão nossa,
... esta época do ano,
... ver as ruas enfeitadas,
... ver o Natal a chegar, e as ruas iluminadas,
... Amo,
... esta sensação de ternura no ar,
... o Inverno a chegar,
... Amo-te Chiado.
«Anna Molly»...parei! Estagnei!
Enquanto fazia o meu zapping desenfreado dei com uma ponta do véu deste novo videoclip...e entrei em êxtase! INCUBUS com novo cd, pronto a sair já a partir de dia 28 (nos EUA, e ainda estamos nós a dia 4!! aiiii....).
Light Grenades é o 6º álbum! Em http://www.myspace.com/incubus podemos ler:
«(...) Now on our sixth album, we (Incubus) have been writing music together long enough that there is a sense of perspective available that has only come to us with time. Some of our earlier works, though pure and even fun at times, lent to a sense of disorganization; a readily apparent lack of focus in my opinion. I have always said, "Yeah, we suck...but we're really good at it!" (...)
'Light Grenades' is a very new perspective for Incubus. Working, once again, with Super Producer, 'Brendan O'Brien', we spent more time crafting, and sculpting these songs than we ever have historically. Every album we had ever made was written in eight weeks and recorded in eight weeks. A long time by some standards, but alarmingly brief by most. It's not that we were rushed, we just like working quickly. We wrote twenty-something songs during this sitting. Like proof readers on meth, we devoured songs and only let them live if they excited, surprised and inspired us all! In a nut shell, it took about a year.
'Dig' was toiled over the most I remember because it is the kind of song that is completely new to us. Structurally, integrally, and fundamentally different. And thank- fucking- God. Lyrically, it's a nod to camaraderie. And without pepperin' ya'lls interpretation of it too much, it speaks to the importance of forgiveness and compassion. Little alien concepts that some choose to toy with on occasion.
'A Kiss to Send Us Off' shows Incubus in our most primal incarnation. It floors you but simultaneously leaves you thinking. But seriously, that song puts my balls in a vacuum cleaner hose and turns the power to 12. It hurts sometimes, but it leaves my balls satisfied and clean. Think about THAT! (...)
I think I can speak for my band when I say that we are interested in movement, experimentation and freedom. Being in this band has allowed us the freedom to move in and around other artistic endeavors. Like meandering streams we each wandered off over the past two years; only to be drawn unconsciously back to the ocean where all streams converge. And thus composed 'Light Grenades', our sixth studio album.
What I am getting at (sort of) is that art has rescued us in many ways. Through circumstance, chance, good fortune, a teeny, weeny bit of talent, and an ardor for expressivity, Incubus has survived long enough to garnish a perspective onto itself. "Like a camera taking a long shot with a wide angle lens" we conjured 'Light Grenades'; a forty-seven and some odd seconds long bulbous mass of sound and intention captured on tape. 'Light Grenades' that explode with consciousness, light, art and mind. If you enjoy it, we thank you. If not? Then my dog is French and he already pooped under your pillow. - Brandon »
Não consigo bem explicar a minha relação com Incubus... acho que não tem mesmo explicação, é algo que só eu sinto em cada música; algumas memoráveis sabendo que, por mais velhinha que seja, me vou recordar do seu sentido que num determinado momento da minha vida fizeram de bengala, fizeram um sentido, tiveram um sorriso, uma esperança, uma alegria...faz parte de mim!